22/04/2012

Os porquinhos


Este porquinho ficou em casa
Este porquinho foi ao mercado
Este porquinho enlouqueceu
Este porquinho comeu rosbife
E este porquinho nunca se curou

Este porquinho matou seus pais e irmãos
Este porquinho os devorou vivos
Este porquinho está fora de controle
Este porquinho cansou dos outros porquinhos

Este porquinho devorou seus irmãos vivos
Este porquinho gosta de bacon cru
Este porquinho ama gosto de sangue suíno
Este porquinho se descontrolou

Talvez você pense que é por isso
Que não se dá bacon a porcos
Mas está enganado quando diz que ele se viciou na carne...
Talvez você pense que seja apenas
Um problema psicológico

Mas este porquinho apenas estava guardando seu ódio
Este porquinho sempre era punido
Este porquinho não fazia nada demais
Este porquinho sabia do que era capaz

Este porquinho foi ao mercado
Este porquinho ficou em casa
Enquanto o porquinho renegado
Preparava o assassinato em massa

Este porquinho apenas se revoltou
Este porquinho não foi pra cadeia
Pois até os policiais ele matou
Este porquinho libertou-se da teia

Talvez seja por isso
Que não se dê bacon aos porcos
Talvez um dia entendamos
Por que sentimos medo?
Por que tememos um porco que come bacon?

Mas este porquinho ficou em casa
Este porquinho foi ao mercado
Este porquinho comeu rosbife
Para este porquinho não sobrou nada
Este porquinho aqui veio gritando até chegar em casa
Ninguém lhe disse o que o porquinho gritava?

"Bacon!" é o que eu ouvi
Sua última vítima foi a sua mãe
Ela gritava e chorava desesperada
Este porquinho ouviu um "eu te amo"
E então comeu a sua carne assada

20/04/2012

Invasit


Invasit, cave, cave, Invasit
"Invasit sem mãos não pode cavar, Invasit sem mãos nos deixa a gritar"
Mãos pequenas, de pequena menina, Invasit não quer cavar
Não enxerga suas mãos, Invasit sabe que pode cavar, mas eles a fazem se recusar

Invasit menina
Monstra pequenina
"Invasit sem mãos não poderá cavar"
Invasit, cave... Aqui

Os dias se passam, claros os dias
Invasit não cava, se recusa a cavar
Não julguem sem mãos, Invasit ouvirá!
"Invasit sem mãos não pode cavar, Invasit sem mãos nos deseja matar"
Invasit...

"Invasit sem mãos para se apoiar nos corrimãos"
Invasit não cava, sua crítica não a salva
"Invasit sem mãos..."
Invasit, a vida morta...

Invasit está aqui, cavando sem mãos
Subindo as escadas sem corrimãos
Invasit tem mãos, não vê seus irmãos
"Invasit... Estranha Invasit..."

Invasit... Cave aqui...
"Invasit sem mãos..."
Invasit tem mãos
Invasit diz que não...

Invasit não cava...
Invasit tem medo de palavras
"Invasit... Sem mãos..."
Invasit...

17/04/2012

Senhorita anacronismo


Talvez você note pelas cicatrizes na minha perna
Gritos na garganta e cabelo embaraçado
Que não sou a garota mais correta do mundo

Talvez você perceba pela minha maneira de falar
Ou virar a cabeça ao pensar
Que minha sanidade mental não está no percentual adequado

Talvez as minhas roupas
Ou meu gosto musical
Talvez a minha mente apenas seja anormal

O tempo passa e eu vim no tempo errado
Talvez uma senhorita já crescida do futuro
Ou um bebê anacrônico vindo de um tempo passado
É impossível se habituar a isso tudo

A senhorita anacronismo, fiquem calmos meus senhores
Sua rainha chegou e ela sabe à que veio
No tempo errado e com seus contos de horrores...
Mas dominará o mundo a senhorita anacronismo, creio

Talvez você note pelas minhas idéias estranhas
Ou pelos meus bichinhos comedores de entranhas
Talvez você note pelo meu jeito de rir
Antes da sua consciência se esvair...

Senhorita anacronismo
Um bebê anacrônico
Sua rainha voltou...

Pesadelos


Um grito silencioso ecoa pelo quarto
Por que a minha dor está tão longa?
O que ele fez com a minha voz?

Por que? Por que?
Por que ele é tão estúpido?
Mas por que? Por que?
Por que ele é tão estúpido?

Sala vazia ocupada por pesadelos
Por que a dor persiste?
Onde está a minha voz?

Mas por que? Por que?
Por que eu sou tão estúpida?
Por que? Por que?
Por que eu sou tão estúpida?

Minha família é cega, mas lhe dá sua confiança...
Por que estou com medo?
O que ele fez com a minha voz?

Mas por que? Por que?
Por que eles são tão estúpidos?
Por que? Por que?
Por que eles são tão estúpidos?

E de repente estão contra mim
Por que minhas lágrimas persistem?
O que ele fez comigo à sós?

15/04/2012

Sorriso ensanguentado


Massacres no meio da tarde
Com flores caídas no chão
Avancei pelos corredores
Em todos os meus sentimentos

Meu maior medo nunca foi realmente chorar
Mas os vidros estouraram-se
Nas noites frias e repletas de dor
Carne pútrida avançando os corredores

Lágrimas de sangue descem os seus olhos
Em todos os meus sacrifícios
Liberte os monstros
Eles estão atrás de você

Vai ignorar a morte?
Não pode evitar o seu destino
Vai me ignorar?
Como vai me ignorar se eu estou com a sua cabeça?

Arranco-lhe a espada do peito
Destranco a vida de suas costas
Ela agora escapa e você está pútrida e sozinha
Lacrimosa numa noite de inverno...

Não tenho mais o que fazer, nem nada para postar, então fiquem com o gif do Batman comendo um pônei

Eu ri por horas vendo isso, então é mais que obrigação de vocês rirem também para eu não me sentir mais idiota!

14/04/2012

Queime


O céu está queimando
E o sol está sangrando
Não há o que você possa fazer
Além de queimar a si mesma na escuridão

Queime minhas memórias
Queime os meus pensamentos
Queime nossas lembranças
Queime nossa união

Agora morra, não sou uma marionete
Queime com nossas lembranças
Seus sonhos se dissiparam
Agora morra, morra no fogo das minhas verdades

Estou equivocada, não sou um anjo
Todavia a sua santidade foi esgotada

Ei, querida, o tempo está se estreitando aqui
Sabe que está fraca e não aguenta continuar
Sabe o quanto é patética e não pode levantar
Eles te vêem em cima porque estão todos em baixo

Inferiores de olhos vendados
Boca costurada e queimando no fogo

Sua pele queima, arde em chamas na noite
Noite escura e cálida, como infernal
Todavia as estrelas se apagam para você
Todavia a lua não brilha no céu

A sua santidade foi esgotada
E suas lembranças queimadas

Apenas vista como Magna


E quantos dias lacrimosos se passaram
Desde o último toque com mãos de algodão?
E quantos anos nublados tiveram de ter sua neblina ignorada
Até minhas mãos se tornarem pedra?

Pois o que fizeram?
Agora meus seis monstrinhos estão à solta
Para garantir sua ida ao inferno...
Agora não posso contê-los
Pois corra! Fuja e nunca mais olhe para mim

Pois meus monstrinhos estão soltos
Não os deixe te tocar...
Mas quantos dias lacrimosos levaram?
Quando o céu se esvaiu mesmo?
Não me lembro quando minhas mãos se converteram em pedras

Não me lembro quando o algodão endureceu na minha pele
Lágrimas derramadas sobre pedras, meus monstrinhos me trazem seu sangue
Seis monstrinhos para garantir sua ida ao inferno
Mas quantos dias lacrimosos se passaram?

Quantos dias lacrimosos se passaram?
Quando finalmente os céus se esvaíram?
Desde o último toque com mãos de algodão
E se tornaram uma camada cinzenta de morte

Quantos dias?
Quantos dias?
Quantos dias?
Quantos dias?
Quantos dias?
Quantos dias?
Há quantos dias está com os meus monstrinhos?

13/04/2012

Perdão


É tão estranho...
Tão estranho na minha cabeça
Pela primeira vez é o seu mundo que sangra
Agora eu encontrei o alvo
Não me devia ter proposto paz
Pois eu declaro guerra

Agora que encontrei o seu ponto fraco
Agora que você não me pode enxergar
Posso aproveitar-me do seu sangue
Me deleitar com seu sofrimento
A sua doce miséria

Como tripas ensanguentadas, vomitadas no chão
Atropeladas por rodas de carruagem
Definhando no bico de um abutre
É isso o que você é, um vômito no bico de uma ave

No seu leito de morte, agora você pode me ceder o seu sangue
Você não me viu por trás
O punhal em suas costas não dói? Então percebe como me senti
A ignorância ronda pela cidade chorando e vagando sem direção

Tal como você esfregou um mundo contra a minha face
Agora lhe arranco a garganta
Agora lhe arranco as artérias
E seu sangue escorre como um líquido divino na boca de um demônio

É a primeira vez que você sangra de verdade
É a primeira vez que o seu mundo caiu...
É a primeira vez que tenho a chance de te derrubar
E eu juro
Não falharei.

Bitches, I'm back!

   Certo... Eu sei que andei um pouco desaparecida ultimamente, mas é porque me viciei muito no fanfiction.com.br. Se quiserem ir lá e ler as histórias da Ninja Assassina (eu, mim, muá) podem ir. Mas agora eu vou continuar postando (Ou pelo menos eu espero) mas de qualquer forma... Continuem acessando o blog! Isso é, se alguém acessa essa porra além do meu pai (Oi, pai). Enfim né, deu pra entender