31/05/2012

Eu te amo, mamãe


E como sempre você não estava lá
Apenas quando era para me punir
Como uma estrela cadente que jamais caiu
Principalmente quando eu era inocente
E como nunca, você pôs uma estátua em seu lugar
Porque estátuas não sentem dor e não podem gritar

E se você sentir algumas facas em seus olhos
Não se incomode, mamãe, não sujarei sua toalha de mesa
E se sentir um tiro no peito
Não se preocupe, o seu cabelo tingido de loiro não sujou

E se você quiser foder a minha mãe, amigo
Só me prometa nunca trazê-la de volta
E se você quiser foder a minha mãe
Apenas salve suas cinzas para o inferno

Quero vê-la queimar com facas nos olhos
Não se esqueça de mandá-la para o inferno
E se você quiser fodê-la, mate-a com facas nos olhos
Eis o momento em que eu cuspo em sua cara plastificada, mamãe
Eis o momento em que você percebe
Que nunca foi mãe

Vadia imunda, prostituta, tentou vomitar na minha mente
Vadia imunda, falsificada, seus pés estão na chama ardente
E ninguém nunca gostou dela, vadia imunda, insolente
E ninguém nunca a viu de verdade, a vadia imunda e imprudente

E o que está esperando? Foda-a mil vezes para mandá-la ao inferno
Foda-a, foda-a e foda-a
E se você quiser foder a minha mãe, jogue-a de um penhasco
Queime-a num inferno
Foda-a no inferno

É este o poema que vou recitar no seu funeral, mamãe
Gostou?
E é esta a voz que vai dizer tudo, mamãe
O que achou?
E então, objeções? Então está feito?
Será fodida amanhã, mamãe
E logo poderei recitar o meu poema favorito

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