27/09/2011
Apenas para desabafar - A minha casa é o único lugar onde eu já apanhei por ser gótica
Sempre soube que muitas pessoas tinham preconceito contra góticos, assim como sempre soube que a minha mãe não apreciava muito o fato de eu ser um deles, mas nunca pensei que ela faria o que fez por causa disso:
No domingo de manhã, eu e uma amiga pedimos ao meu pai para nos levar no cemitério para relaxar um pouco, ela também é gótica, então curte essas coisas e sabe do que eu estou falando quando digo que relaxa. O meu pai estava quase pronto para levar a gente, quando a minha mãe saiu do quarto, aquela pirada, ela simplesmente deu a louca! Começou a me chamar de maluca, me mandar tirar aquela maquiagem que eu estava parecendo uma pessoa fantasiada, começou a chamar os góticos de doentes e de desequilibrados, eu disse para ela, sem aumentar o tom de voz que ela estava parecendo uma maluca e que eu ia sair daquela casa, nesse momento ela começou a me aplicar um monte de tapas no braço, no traseiro e no rosto. Ela não me estapeou porque eu a desrespeitei, ela fez isso porque eu queria ir no cemitério, ela mesma me falou. Minha mãe pensa que só existe preconceito contra pobres, miseráveis, que só existe preconceito contra negros etc. Mas está errada, está errada em bater em outro ser humano pelo mesmo ter desenvolvido um senso de estilo diferente do dela aos 14 anos, eu até a ouvi falando com o meu pai na mesa "Você está vendo o que essa menina está fazendo com a vida da gente?". Esse é o meu estilo e eu quero que você respeite, mãe, eu sei que você não está fazendo isso para o meu bem e sim para o bem psicológico da sua mente perturbada! O que eu penso é que não importa quem você seja: Meu pai, minha mãe, meu tio, minha avó, um mendigo, Barack Obama, a tiazinha da limpeza, o fantasma do natal passado... Enfim, eu só vou te respeitar do jeito que você me respeita. Esses são os meus ideais, eu não vou dar uma de santa porque quem me conhece sabe que santa é a última coisa que eu seria, mas se dependesse de mim ninguém teria preconceito com ninguém! Eu tento ao máximo não ter preconceito algum e na maioria das vezes eu faço muitos amigos. O problema é que a minha mãe é uma desequilibrada que pensa que gótico não merece respeito nenhum, eu só vou respeitá-la quando ela me respeitar, porque tanto os góticos como os hippies, como os punk's, como os emos, são pessoas, precisam comer, beber água, precisam de atenção, compreensão, precisam ir no banheiro, respirar, e mesmo que um dia eu deixe de ser gótica, vou continuar tendo, mesmo assim um respeito enorme pelos emos, punk's, góticos, porque passam por todo tipo de preconceito, recebem maus olhares das pessoas ao redor e mesmo assim não largam o seu estilo, pois esse é o seu jeito e o que te descreve, é isso o que me faz admirá-los tanto, você que está lendo isso, se você sofre algum tipo de preconceito como esse dentro ou fora de casa e não mudou, pois está lutando para que te aceitem como você é, eu tenho um enorme respeito e admiração por você, você é forte e eu sei que você vai aguentar até o final
24/09/2011
War II
| Minha mãe era bonita quando era nova... |
- Isabella!! - Berrou a minha mãe - Ou você pede desculpas para a sua irmã, ou EU vou quebrar o seu violão aqui e agora!! - Ela agarrou o meu violão e o levantou no ar, olhei fixo, com ódio para a Karey
- Foi mal.
- Peça direito - Falou a Karey com um sorriso malicioso no rosto - Irmãzinha, querida!
- Me desculpa, Karey
- Melhorou. - O meu ódio se elevou tanto que eu sentia o meu cérebro pulsar, as minhas mãos ficarem quentes, os meus dentes trincando, seriam capazes de rachar com a força que eu os estava rangendo
- Mãe - Falei calmamente - O meu violão, por favor - Ela o entregou para mim, eu queria quebrá-lo na cabeça dela, mas me contive, enquanto todos eles se abraçavam que nem três retardados, eu fui para o outro lado do porão e comecei a tocar uma música que eu havia composto há duas semanas, era sobre falta de integridade da família, sobre a falta de compreensão no lar, e como isso podia levar ao suicídio. Depois de um bom tempo tocando e vendo todos eles se abraçarem para se proteger das tremidas leves que dava de vez em quando nas paredes do porão, percebi que o barulho havia parado - Gente, o barulho parou, vamos lá pra cima! - Eu corri até o alçapão por onde havíamos entrado e o abri
- ISABELLA, NÃO!! - Minha mãe berrou
| O alçapão do porão de lá de ccasa |
- Oh, bitch! - Falei me referindo ao desastre que havia acontecido, todos os meus instrumentos estraçalhados no chão, ao menos havia salvo o violão da muvuca... Notei o resto da família tão imóvel quanto eu, não era só a minha casa, era a cidade inteira, provavelmente o país inteiro... Estava tudo estilhaçado, não se via mais estrada, não se via mais quase nada, era como uma guerra entre o homem e a natureza, ela só respondia ao que já havíamos feito, e agora era hora de pagar, ela apenas estava devolvendo tudo... Em dobro
- E AGORA?? PARA ONDE VAMOS?? O QUE VAMOS FAZER?? - A Karey se desesperava, eu até me divertia com o sofrimento dela, mas acabei dizendo algo que acalmou todo mundo
- Gente, já vi isso num filme e em vários documentários, o melhor a fazer agora é sair da cidade, mas precisamos pegar suprimentos e armas - Tirei um estilete do meu bolso e entreguei a Karey - Sabe usar isso caso sejamos atacadas, não é?
- Ah! É claro que eu sei usar um estilete numa pessoa! - Ela tomou com força da minha mão e colocou no bolso
- Bella, a quanto tempo você anda com isso? - Perguntou o meu pai furioso, mas quando eu abri a boca para falar ele disse - Não, não quero saber
- Ah, e por falar nisso, pai a sua Beretta 9mm, está comigo - Eu comecei a revirar a bolsa até que encontrei-a - Como sou uma garotinha inocente e indefesa eu fico com isso, certo?
- Escute aqui, mocinha, se não fosse esse apocalipse acontecendo aqui fora, eu juro que teríamos uma séria conversinha sobre...
- Pai, quer sobreviver ou me ensinar que matar o coleguinha é feio?
- Fica com a arma, tá legal? - Ele parou por um segundo e ficou pensativo - Aliás... Tem mais alguma aí com você? Por acaso outra das minhas armas sumidas não está com você também não? - Pai, roubar uma arma de um policial sem ser pega é esperteza, pegar duas armas de um policial não é uma coisa que se faça sem esperar ser pega né?
- Quer dizer que...
- Não, eu não estou com mais das suas, além do mais, sempre me dei melhor com a Beretta aqui, tá?
- Melhor? Espera aí, tem alguma arma branca? Arma de um amigo? Veneno?
- Ah, pai, estou sim, e também sou traficante, assaltei um banco, cometi 32 homicídios aos dez anos e fumo crack
- Põe a mão na cabeça, filha!
| Aos oito anos eu quase ceguei um cara com minha boneca preferida, meu pai confiscou ela, tipo pra sempre |
- Não.
- Espera aí, mas eu estava
- Não é por isso, agora vai lá, afasta a s pernas, põe a mão na cabeça, já viu isso antes, conhece o processo - A Karey riu depois disso, eu virei de costas e fiz o que ele mandou
Depois de ser revistada pelo meu próprio pai, a gente pegou o que sobrou de água e comida, e depois pudemos seguir viagem, ficamos andando pelo nada, não sabíamos aonde íamos, mas se encontrássemos civilização seria ótimo, estávamos quase chegando a um lugar da cidade em que as coisas não estavam tão feias, a estrada ainda estava quase inteira, haviam algumas casas e até carros em estado relativamente bom
- Se continuarmos andando a água não vai durar por muito mais tempo - Disse a minha mãe - Temos que pedir carona pra alguém
- Jessica, não está vendo ao redor? Todos esses que estão dirigindo os carros ou são ladrões, ou estão fugindo deles, o desespero dessas pessoas é grande demais para que parem e pensem em nos dar carona, há uma altura dessas eles estão pensando em sobreviver
- Vamos então, pegar um carro vazio, mesmo que acabado e sem chave ainda dá pra fazer ligação direta...
- Bom, tem muitos carros assim por aqui, mas quem aqui sabe fazer ligação direta?
- Eu sei - Falamos eu e o papai ao mesmo tempo, mas aí ele começou a me encarar e eu resolvi dizer - Quer dizer, ele sabe - Apontei para ele - O papai sabe fazer ligação direta, eu não - Ele continuou me encarando, até eu apontar para um carro branco que estava quase inteiro! Bem... Não exatamente, mas ele tinha as quatro rodas e portas no lugar onde deviam estar e isso é o que importava! - Ali! Tem um carro, ali! Vai fazer ligação direta nele, papai, porque eu não sei!!! - Fiz cara de santa, mas acho que ele estava no modo "Policial malvado" naquele momento, então carinha de santa e olhos brilhantes não funcionariam. Corremos até o carro e esperamos o papai terminar de ligar o carro, e francamente, eu seria mais rápida! Mas não disse nada, não é? Afinal não queria me encrencar com o meu pai... Mais ainda Entramos no carro e minha mãe começou a dirigir
- Vamos ter que ir para Idaho
- Acha mesmo que Idaho ainda existe? -Perguntei - Espera, acha mesmo que alguma cidade ainda existe? Acha que nesse país ainda existem as fronteiras entre as cidades? Ou alguma delas ainda tem nome? Mãe, não estamos mais no mundo civilizado em que acordamos hoje de manhã! Voltamos à pré-história basicamente! Vamos ter que improvisar e ir a qualquer lugar que tenha segurança!
- Essa é a coisa mais boba que eu já ouvi, com certeza Idaho é a melhor escolha - Disse o meu pai
- Mas, pai! Essa idéia é completamente...
- Isabella cala a boca! - Foi a Karey, obviamente - O papai é policial conhece dessas coisas! Você não! E sem falar que quase matou a gente por causa desse violão idiota!! E mais...
Nesse momento freamos, e eu, que não estava com cinto de segurança, me bati na cadeira da frente, a Karey riu vitoriosa, olhamos para frente, estávamos no meio de um engarrafamento
| A tonta da minha mãe saindo do carro |
- Sua mãe foi morta depois de matar um dos membros da gangue, vamos embora, não podemos fazer mais nada! - Ele começou a dirigir para longe
- Eu disse que não devíamos ir para Idaho!
- O que aconteceu? - Perguntou a Karey desesperada
- Umas gangues estavam assaltando as pessoas nos carros, fecharam a estrada com um caminhão - Disse o meu pai dirigindo rápido e segurando o choro, ele não queria chorar na nossa frente para não nos preocupar. Estranhamente eu não fiquei triste com a morte da minha mãe, só me recostei na janela e esperei... Realmente eu não conseguia sentir nada, apenas indiferença... O meu pai freou de novo, dessa vez, no meio do nada, havia algumas plantas próximas ao local, tinha muita areia... - Saltem! Não podemos continuar pela estrada, é muito perigoso! Eles esperam que façamos isso, então iremos a pé!
| Tenso |
Desde quando as pessoas começaram a ficar tão frufruzentas e sensíveis?
Esses dias tenho notado o quanto as pessoas ficaram magicamente chatas e facilmente ofendidas, eu fui a única a notar que agora se tem que tomar cuidado com tudo o que vou ou não falar, pelo amor de deus! As pessoas estão cada dia mais choronas e frufruzentas e mais: Insistem em ficar me chamando de mimada, eu sou a mimada aqui? EU SOU A MIMADA?? Não sou eu que fica irritadinha quando os meus amigos riem porque eu perdi num jogo ou não consegui ver uma coisa no tumblr antes que desligassem meu computador! No final das contas eu acho que as pessoas nunca vão voltar a ser como antes. Tenho saudades dos bons e velhos tempos ¬ ¬
21/09/2011
War
| Eu |
A terceira guerra mundial, enfim chegou, não foi por água, terra, comida ou o que quer que fosse, aqui é cada um por si e a guerra está sendo pela sobrevivência de cada um. Agora andamos em bandos, como animais, voltamos à pré-história, basicamente, o problema é que talvez não haja mais evolução para nós.
| Sim, eu fumo cigarros e os meus são cor-de- rosa, algum problema, por acaso? |
- PARA DE FAZER BARULHO!! EU ESTOU TENTANDO VER GREY'S ANATOMY!! - Berrou a minha irmã, a Karey, ela é toda patricinha, toda certinha, sentimental, mas é chantagista, dedo-duro, problemática e irritante, ela estava batendo na porta com força, com muita força
| Minha bateria, só minha! |
- VOCÊ TOCA MUITO MAL, VÊ SE DESISTE E VAI FAZER ALGUMA COISA QUE PRESTE DA SUA VIDA, VADIA!!
- VAI VOCÊ AO INVÉS DE FICAR ASSISTINDO TELEVISÃO!
- VOCÊ NUNCA VAI CONSEGUIR E SABE DISSO, ENTÃO FAÇA UM FAVOR À NÓS DUAS E PARE DE TOCAR!! - Eu continuava tocando enquanto brigava, mas a briga estava tão alta que eu quase não ouvia mais a bateria, parei de tocar por uns segundos o que deve ter causado a ela uma enorme satisfação, já que se mandou para o quarto e foi ver a série dela na TV, eu peguei o microfone e liguei na caixa de som, coloquei em frente à bateria, depois liguei o
| Meu ipod |
- Bella, você ouviu isso?
- Como não ouviria?
- O que foi isso??
- E eu que sei? - Eu estava tão desesperada quanto ela, nossos pais entraram no quarto
- Crianças, vocês estão bem? - perguntou o meu pai
- Estamos - Respondi por nós duas, pois a Karey estava em pânico
- Vamos para o porão! - A minha mãe se desesperou
| Karey |
- NÃO DÁ TEMPO!!!! - A Karey me puxou pelo braço, eu puxei ele de volta - ISABELLA!!!!
- ESPERA!!! - Berrei enquanto pegava a caixa do meu violão
- ESQUECE ESSA DROGA DE MÚSICA, NÃO QUER VIVER, NÃO????
- VAMOS! - Meu pai berrou
Com a caixa finalmente em mãos eu corri com eles até o porão, e enquanto estava correndo, peguei meu isqueiro para acender meu cigarro, eu tinha uma caixa inteira no bolso, descemos até o porão, quando finalmente nos acomodamos no chão, a Karey, sempre estressadinha, tinha que começar a grosseria
- Parabéns, Bella, graças à você, nós quase morremos.
| Meu violão |
- Ah, me desculpe por gostar de música - Eu acendi um cigarro e pus na boca
- E não ter o menor talento para isso - Falou ela abanando a cara para tirar a fumaça
- Ao menos eu sei tocar instrumentos musicais, o que você sabe fazer, Karey? Assistir seriados de medicina? Estudar? Tudo o que uma menina comum sabe fazer, só que as outras meninas têm um talento especial ou uma habilidade bem desenvolvida.
- Tocar é a única coisa que você quase sabe fazer, porque com certeza não é se vestir. - Ouvimos outro estrondo, dava para sentir as paredes do porão quase tremendo
- É o meu estilo, o meu jeito de vestir, e a única que tem que gostar disso sou eu, porque eu não me vesti para você, eu me vesti para mim! Estou tentando ser eu, pode respeitar?
- Você é gótica, isso é um nojo!
- E você é uma vagabunda, isso é pior - Enquanto eu começava a falar ela ficava berrando insultos como "GÓTICA" "FUMANTE" "VICIADA" "SEM TALENTO" - AO MENOS O MEU ESTILO É ORIGINAL!! VOCÊ É UMA VADIA!! ANTES CIGARRO DO QUE CRACK!! NÃO ESTOU VICIADA EM CIGARRO! POSSO PARAR QUANDO QUISER!!! EU TOCO MUITO MELHOR DO QUE VOCÊ
- Mas foi ela que me xingou!!
- Bella, - A Karey começou - Estou esperando. - O meu ódio só subia, eu estava me controlando como a um cão raivoso para que não arrancasse a cabeça dela com os próprios dentes
18/09/2011
16/09/2011
Dear Daddy - Part 3
Esperamos mais uns cinco minutos, até que começamos a ver alguma coisa... Era a Kitty, ela estava vindo correndo até nós, Quando ela finalmente chegou perto, eu montei nela e a Thaya montou em seu cavalo, ela foi na frente porque ela que sabia o caminho, então...
Depois de muito tempo andando, chegamos à uma casa de madeira, o teto também era de madeira, me aproximei e perguntei à Thaya:
- Será que o meu pai está aí?
- Bem... Considerando que isso é uma casa no meio do absolutamente nada, e que o sequestrador veio nessa direção com o seu pai, além de poderem ser notadas pegadas de cavalos aqui ao redor... Acho que ele está sim
Me aproximei mais daquela casinha, percebendo que estava presenciando uma situação um tanto quanto ridícula... Não sei, achei que seria mais difícil encontrá-lo... Eu realmente havia me dispersado da trilha de pegadas e agora estava ali, simplesmente... sei lá, ali... Continuei me aproximando, dessa vez a pé, olhei pela janela, a casa estava vazia, abri a janela e chamei silenciosamente a Thaya para entrar, olhei ao redor, a casa estava escura e bagunçada, tinham alguns daqueles panfletos como os do restaurante. Então eu comecei a ouvir uma voz, uma voz grossa vindo do porão
- Sabe, até que foi divertido ser um criminoso conhecido durante dezoito anos, mas agora você não vai viver para contar a história sobre como... - Antes que ele terminasse de falar qualquer coisa, eu entrei pela portinha do porão, ele estava de costas o que só melhorou o meu "plano". Eu atirei três vezes na cabeça daquele maníaco e depois ajudei o meu pai a se desamarrar
- Essa é a minha filha! Que orgulho! Eu sabia que você ia vir! - A gente se abraçou
- Eu tô com uma amiga lá fora, ela me ajudou a chegar aqui, vamos pra casa, mas você vai na frente no cavalo
- Porque?
- Anda de cavalo melhor que eu, agora vamos.
A gente saiu de casa e andou na Kitty até começar a escurecer, quando começamos a avistar a floresta e nos afastamos da Thaya, nos despedimos com um caloroso abraço, eu chorei muito, provavelmente nunca mais veria a Thaya! E já éramos grandes amigas... Mas depois continuamos andando, não paramos porque estava escuro, a gente não parava por nada! Chegamos à cidade umas três ou quatro da manhã.
Eu estava exausta então não fiz nada além de ir dormir, mas estranhamente, acordei cedo e sozinha, todos ainda estavam dormindo e a casa estava uma bagunça, eu comecei a arrumar o quarto, e acho que eu fiz um pouco de barulho, porque a Annah acordou e olhou para mim
- Jenny? - E em seguida o resto todo foi acordando aos poucos
- Jenny? - Hannah falou assim que despregou os olhos
- Jenny? - Repetiu a Olga
- É, gente sou eu... - Todas berraram "Jenny" ao mesmo tempo e vieram me abraçar - Calma, calma! Estão me sufocando!!
- Quando você voltou?? - Nem deu tempo de responder à pergunta da Anne, quando a Hilda já veio toda empolgada em cima de mim:
- Por que você saiu?? - Agora foram a Annah e a Olga que resolveram interromper com outra pergunta:
- O papai voltou também??
- Por que ele saiu? - A Hannah perguntou
- Gente, calma! - Eu tentei explicar - É o seguinte: Aquele tal de Billy, o criminoso procurado, sequestrou o papai, eu fui lá ajudar ele e conheci uma nativa muito legal! O nome dela é Thaya, o papai voltou sim, e agora está tudo bem, porque o Billy está morto, entenderam? - Todas elas congelaram e ficaram me encarando surpresas, até que a Hannah gritou:
- O PAPAI VOLTOU! ELE VOLTOU!! - E todas começaram a correr e gritar até o quarto de nossos pais, eu continuei arrumando o quarto.
Varri um pouco, arrumei as camas, dei uma geral, até que notei uma tábua no chão que estava solta, tirei ela de lá, para depois poder pregar de novo, mas vi que aquilo era um compartimento cheio de coisas, e com "cheio de coisas" eu quero dizer que tinha uma caixa bizarra ali "Certo, vamos dar uma olhadinha" Pensei "Mas só uma olhadinha" A caixa estava trancada, mas eu destranquei com um grampo, acho que devia ser do antigo dono, mas mesmo assim, com a minha curiosidade, comecei a vasculhar, vi um monte de fotos daquele tal de Billy, abraçado com a minha mãe, só que... Sem o bigode, e sem a cicatriz... Desse jeito ele ficava parecendo bastante com meu pai. Encontrei também uma carta, várias cartas... E uma aliança, já estava achando tudo aquilo muito estranho, e piorou com a tal carta
***
Querida Kate,
Esse tal de Bob finalmente me pegou, bem, pra começar ele me trouxe num chalé estranho no meio do nada, agora ele me acorrentou no porão e disse que ia me dar uma última chance de escrever uma carta para você, ele é quem está escrevendo, eu só estou ditando porque, como já disse, ele me acorrentou. Então por favor, o convença a cuidar de nossa filha como se fosse dele
***
Entendi muito pouco do que estava escrito naquela folha, mas tinha uma embaixo, parecia ser de um diário, um diário antigo... Da minha mãe
***
Querido diário, hoje foi um dia muito estressante e o resto da minha vida também será! Um sequestrador chamado Bob não-sei-mais-das-quantas levou o meu marido para longe, somos pouco conhecidos nessa cidadezinha, mas o restaurante está começando a fazer sucesso e esse antigo amigo do Billy sequestrou ele e o prendeu em algum lugar longe daqui para ficar com o dinheiro e comigo! Ele sabe que eu estou grávida, ele quer essa filha também, então vou fazê-lo cuidar da Jennifer como se a filha fosse dele, mas esse cretino não vai nunca me deixar em paz, mas por mais que tudo pareça impossível, eu vou tentar agir como uma mãe comum numa família feliz como se nada tivesse acontecido, ninguém nunca viu meu marido e nem o Bob nessa droga de cidadezinha sem-graça mesmo! Então o que me resta é passar o resto da minha vida infeliz, mas agindo como uma mãe normal... Bem diário, acho que isso é um adeus, essa é a sua última página mesmo, então...
***
Agora eu havia entendido a porcaria toda! O sequestrador era o meu pai de verdade tentando pegar a vida dele que foi bruscamente interrompida no momento em que o meu suposto "pai" o afastou da cidade e o fez ser conhecido como criminoso aí depois ele e a minha mãe tiveram mais filhas "VADIA!" pensei com ódio, subi até o quarto com uma das armas dele, não acredito que ele me havia feito matar meu próprio pai!! Abri a porta do quarto, com a arma em uma mão e as duas folhas em outra, o Bob estava cercado das minhas irmãs, acho que à essa altura o meu verdadeiro pai sentiria orgulho de mim, pois eu apontei a arma para ele e disse:
- Hey, vadia!! - Todos olharam - Eu já descobri tudo - Chacoalhei as folhas no ar - Você matou meu pai!!
- Correção - Ele tentou fazer uma gracinha - Você matou o seu... - Não queria ouvir uma mísera palavra sequer que saísse da boca dele, apertei o meu dedo indicador contra a arma e basicamente explodi sua cabeça, voava sangue por todos os lados, e todo mundo chorava, menos a minha mãe e eu, ela sorria aliviada e eu joguei os meus longos cabelos para trás como uma dama que diz "É, missão cumprida"
| Tinha uma portinha que dava para, tipo um quarto com cama de casal |
- Será que o meu pai está aí?
- Bem... Considerando que isso é uma casa no meio do absolutamente nada, e que o sequestrador veio nessa direção com o seu pai, além de poderem ser notadas pegadas de cavalos aqui ao redor... Acho que ele está sim
Me aproximei mais daquela casinha, percebendo que estava presenciando uma situação um tanto quanto ridícula... Não sei, achei que seria mais difícil encontrá-lo... Eu realmente havia me dispersado da trilha de pegadas e agora estava ali, simplesmente... sei lá, ali... Continuei me aproximando, dessa vez a pé, olhei pela janela, a casa estava vazia, abri a janela e chamei silenciosamente a Thaya para entrar, olhei ao redor, a casa estava escura e bagunçada, tinham alguns daqueles panfletos como os do restaurante. Então eu comecei a ouvir uma voz, uma voz grossa vindo do porão
- Sabe, até que foi divertido ser um criminoso conhecido durante dezoito anos, mas agora você não vai viver para contar a história sobre como... - Antes que ele terminasse de falar qualquer coisa, eu entrei pela portinha do porão, ele estava de costas o que só melhorou o meu "plano". Eu atirei três vezes na cabeça daquele maníaco e depois ajudei o meu pai a se desamarrar
| A corda era bem resistente mesmo... |
- Eu tô com uma amiga lá fora, ela me ajudou a chegar aqui, vamos pra casa, mas você vai na frente no cavalo
- Porque?
- Anda de cavalo melhor que eu, agora vamos.
A gente saiu de casa e andou na Kitty até começar a escurecer, quando começamos a avistar a floresta e nos afastamos da Thaya, nos despedimos com um caloroso abraço, eu chorei muito, provavelmente nunca mais veria a Thaya! E já éramos grandes amigas... Mas depois continuamos andando, não paramos porque estava escuro, a gente não parava por nada! Chegamos à cidade umas três ou quatro da manhã.
Eu estava exausta então não fiz nada além de ir dormir, mas estranhamente, acordei cedo e sozinha, todos ainda estavam dormindo e a casa estava uma bagunça, eu comecei a arrumar o quarto, e acho que eu fiz um pouco de barulho, porque a Annah acordou e olhou para mim
- Jenny? - E em seguida o resto todo foi acordando aos poucos
- Jenny? - Hannah falou assim que despregou os olhos
- Jenny? - Repetiu a Olga
| Olga |
- Quando você voltou?? - Nem deu tempo de responder à pergunta da Anne, quando a Hilda já veio toda empolgada em cima de mim:
- Por que você saiu?? - Agora foram a Annah e a Olga que resolveram interromper com outra pergunta:
- O papai voltou também??
- Por que ele saiu? - A Hannah perguntou
- Gente, calma! - Eu tentei explicar - É o seguinte: Aquele tal de Billy, o criminoso procurado, sequestrou o papai, eu fui lá ajudar ele e conheci uma nativa muito legal! O nome dela é Thaya, o papai voltou sim, e agora está tudo bem, porque o Billy está morto, entenderam? - Todas elas congelaram e ficaram me encarando surpresas, até que a Hannah gritou:
- O PAPAI VOLTOU! ELE VOLTOU!! - E todas começaram a correr e gritar até o quarto de nossos pais, eu continuei arrumando o quarto.
| Isso é só um pedacinho do quarto... E estava bagunçado na hora |
***
Querida Kate,
Esse tal de Bob finalmente me pegou, bem, pra começar ele me trouxe num chalé estranho no meio do nada, agora ele me acorrentou no porão e disse que ia me dar uma última chance de escrever uma carta para você, ele é quem está escrevendo, eu só estou ditando porque, como já disse, ele me acorrentou. Então por favor, o convença a cuidar de nossa filha como se fosse dele
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Entendi muito pouco do que estava escrito naquela folha, mas tinha uma embaixo, parecia ser de um diário, um diário antigo... Da minha mãe
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Querido diário, hoje foi um dia muito estressante e o resto da minha vida também será! Um sequestrador chamado Bob não-sei-mais-das-quantas levou o meu marido para longe, somos pouco conhecidos nessa cidadezinha, mas o restaurante está começando a fazer sucesso e esse antigo amigo do Billy sequestrou ele e o prendeu em algum lugar longe daqui para ficar com o dinheiro e comigo! Ele sabe que eu estou grávida, ele quer essa filha também, então vou fazê-lo cuidar da Jennifer como se a filha fosse dele, mas esse cretino não vai nunca me deixar em paz, mas por mais que tudo pareça impossível, eu vou tentar agir como uma mãe comum numa família feliz como se nada tivesse acontecido, ninguém nunca viu meu marido e nem o Bob nessa droga de cidadezinha sem-graça mesmo! Então o que me resta é passar o resto da minha vida infeliz, mas agindo como uma mãe normal... Bem diário, acho que isso é um adeus, essa é a sua última página mesmo, então...
***
| Eu já havia, inúmeras vezes, sugerido ao Bob que me deixasse decorar algumas de suas armas para ficarem com um pouco mais de classe |
- Hey, vadia!! - Todos olharam - Eu já descobri tudo - Chacoalhei as folhas no ar - Você matou meu pai!!
- Correção - Ele tentou fazer uma gracinha - Você matou o seu... - Não queria ouvir uma mísera palavra sequer que saísse da boca dele, apertei o meu dedo indicador contra a arma e basicamente explodi sua cabeça, voava sangue por todos os lados, e todo mundo chorava, menos a minha mãe e eu, ela sorria aliviada e eu joguei os meus longos cabelos para trás como uma dama que diz "É, missão cumprida"
11/09/2011
10/09/2011
Curiosidades :3
As borboletas provam com as patas.
O grito dos patos não faz eco e não se sabe o porquê
Em média, 100 pessoas morrem todos os anos asfixiadas com uma caneta.
Em geral as pessoas temem mais as aranhas do que a morte.
| Acreditem, fiz um favor não pondo imagem aqui |
90 % dos taxistas novaiorquinos são imigrantes récem-chegados.
A biblioteca pricipal da universidade de Indiana enterra-se todos os anos de 1 polegada. Os arquitetos esqueceram-se de incluir o peso dos livros nos cálculos.
Um caracol pode dormir durante 3 anos.
A cadeira eléctrica foi inventada por um dentista.
Um crocodilo não pode pôr a língua para fora.
O isqueiro foi inventado antes dos fósforos.
07/09/2011
06/09/2011
Dear Daddy - Part 2
| Eles estavam chorando |
- Mas eu não estou mentindo!
- Ele não está mentindo não! - Eu me apavorei, pelas lágrimas nos olhos deles dava apara notar que eles não estavam brincando!
- Me levem até lá agora! - Espere um minuto... O que eu havia acabado de falar?? Me levar aonde? Ele havia sido sequestrado! Significa que tinha sido levado para longe, tipo roubado só que ele era uma pessoa!! Como iriam me levar lá? E onde afinal era "lá"? Por que alguém sequestraria meu pai? Eu definitivamente não entendia... Mas tudo isso passou rápido demais pela minha cabeça, não deu tempo de assimilar e organizar todas as perguntas antes que a Abbey e seu amigo me puxassem pelos pulsos para não-sei-aonde... Logo estávamos fora do restaurante, lá fora estava bem vazio... Apenas algumas casas, algumas lojas, as mesmas de sempre, mas sem pessoas, sem absolutamente ninguém, o que confirmava uma idéia que surgiu na minha cabeça de que só eles viram o sequestro. Todos estavam no restaurante - Mas, o que...
- Foi aqui, viu? Foi bem aqui!! Ele pegou seu papai aqui e levou ele pra longe! - A Abbey berrava enquanto me balançava
- Pra onde ele foi?
- Ele tava aqui e levou ele pra bem longe em um cavalo marrom!! - O menininho ficava apontando para o chão
- EU PERGUNTEI PARA ONDE ELE FOI? ME MOSTRE A DIREÇÃO!! - O menininho apontou para a sua direita, eu ainda conseguia ver as pegadas do cavalo dele, saindo da cidade - QUE DROGA! O FILHO DE UMA PUTA SAIU DA DROGA DA CIDADE!! - As crianças me encararam - Eu não disse puta, gente, a Jenny não falou palavrão.
Eu corri para dentro de casa, deixando os pequenos lá sem entenderem absolutamente nada. Procurei bem em tudo e peguei um saco de dormir, uma caixa de fósforos, duas armas do papai e mais um cantil cheio d'água. Depois disso chamei a Kitty e já ia começar a seguir as pegadas que o sequestrador havia deixado, quando vi que as crianças ainda estavam no lugar onde as deixei, me aproximei delas com o cavalo
| Eu e a Kitty |
- Tudo bem. - Ela saiu de perto, eu confiava que ela não diria nada, mas o garotinho continuou ali
- E você...
- Johnny, é o meu nome.
- Johnny, idem, não conte a ninguém, ok?
- Posso ajudar?
- Não
- Por que??
- Pelo mesmo motivo pelo qual eu não quero que ninguém mais saiba, se eu for atacada por índios ou algo do tipo, eu quero ter total mobilidade, eu quero poder sair de onde estou sem o perigo de bater com meu colega, ou sem ter que me preocupar com ninguém que possa ou não ficar para trás, entendeu??
- Mas eu quero te ajudar
- Vai ajudar não contando pra ninguém, que tal vigiar a cidade?
- Mas eu quero ir com você - Eu desci do cavalo e peguei um pedacinho de areia meio duro, similar a uma pedrinha, que esfarelou metade na minha mão, me ajoelhei e olhei para ele
| Eu mostrando o graveto para ele (Sim, eu consigo ser muito dramática quando quero) |
- Certo
- A minha mão é um índio e isso aqui é a lança dele, certo? - Eu peguei um gravetinho no chão e mostrei para ele
- Certo
- E isso é o que vai acontecer se você for comigo resgatar o meu pai: - Eu comecei a enfiar o graveto na pedrinha de areia até que ela se espalhasse toda na minha mão, depois que ela já estava toda esfarelada e espalhada, eu joguei tudo no chão - Poof, garoto! Você vira adubo! Porque eu não vou poder te ajudar e você vai ficar para trás
Ele ficou me olhando e piscando aqueles grandes olhos castanhos inocentemente para mim antes de começar a chorar como um bebê e correr na direção da Abbey que já estava longe de nós, amarrando seu cabelo loiro em um coque, sei que o havia magoado, mas era o melhor para ele, se não ele ia se misturar à areia do chão que nem a pedrinha que eu peguei, subi de novo na Kitty e, sem hesitar, comecei a seguir as pegadas e correr.
Passaram-se boas horas e o caminho me pareceu longo demais, as pegadas iam ficando cada vez mais suaves e difíceis de se enxergar, podia ser o meu cansaço, ou eu havia me perdido da trilha de pegadas à quilômetros, sem que percebesse e agora estava vendo pegadas onde havia apenas um monte de terra bagunçada. Eu parei a Kitty, o sol estava se pondo, eu não enxergava direito, resolvi me instalar por lá, peguei o meu cantil e bebi quase metade da água, quando lembrei que provavelmente caminharia por alguns dias e precisaria de água, então parei e guardei o resto, me enrolei no saco de dormir e na mesma hora peguei no sono. Acordei com o sol batendo na minha cara, e me queimando. Levantei, arrumei minhas coisas na mochila e continuei andando com a Kitty, seguindo a direção que o Johnny havia me apontado, já que as pegadas haviam sido apagadas... Durante a noite ou eu havia me desviado do caminho... Não importa, eu usei a única informação que eu tinha no momento, achava que nunca ia encontrar o meu pai, tudo que eu conseguia ver era uma floresta um pouco mais a frente. Eu estava passando meio que pelo lado da floresta, torcendo para não ser atacada por nenhum índio. E me pareceu que tudo estava conspirando contra mim aquele dia, porque justo quando eu estava bebendo água, um idiota chegou por trás de mim sem que eu visse e atacou a Kitty com seu cavalo, ela saiu
| Esse era o cavalo dela, mas ele tem um monte de pinturas na pata traseira esquerda e um monte de penas no rabo... |
isso descia de seu cavalo e apontava uma lança enorme para o meu umbigo, ainda deitada eu peguei uma das armas do papai do meu bolso e apontei para ela, a lança estava tocando na minha barriga.
- O que você está fazendo aqui? - Perguntou
- Eu não entrei na sua droga de floresta se é o que quer saber.
- Você vai fazer que nem o outro? Você ia matar toda a minha família de onde está antes mesmo que eles pudessem te ver!! Você não tem vergonha, garoto?
- Eu não ia matar eles! Eu não estou nem aí para a sua família, o MEU pai foi sequestrado e eu estou indo ajudá-lo a escapar!! E... EI!! EU NÃO SOU UM GAROTO!
- Eu sei, percebi a voz fina! - Ela sorriu sarcasticamente
- Olha aqui, nativa! A minha arma mata, meio que, umas dez vezes mais rápido que a sua, e é mais potente, melhor e...
- Vá direto ao ponto!!
- Se você me cortar com a sua lança, eu vou atirar em você na mesma hora, eu vou morrer, você vai morrer e não vai mais poder proteger a sua maldita família, mas se você me deixar ir agora a pé, já que você espantou o meu cavalo, ninguém se machuca e nunca mais teremos que olhar para a cara uma da outra, que tal?
- Como sei que posso confiar em você?
- EU SÓ QUERO PEGAR O MEU PAI E IR PARA CASA! QUE DROGA!
- Espera... O seu pai foi sequestrado?
- Foi o que eu disse! - Eu já estava ficando com raiva, já ia atirar na testa dela coberta por penas e pedrinhas sem mais nem menos, quando ela disse uma coisa extremamente útil
- Num cavalo marrom? Ele tinha bigode e uma cicatriz e... - Não era aquele tal de Billy, do panfleto?
- Peraí, eu não falei nada sobre o sequestrador.
- Eu os vi! Passaram por aqui, naquela direção - Ela apontou para onde eu estava indo antes - Acho que me precipitei sobre você... Realmente só quer ajudar o seu pai, eu perdi o meu pai quando tinha oito anos, foi o outro que atirou nele, bem aí de onde você está, por isso eu sou tão...
| Como ela conseguia morar tipo, aí?? |
- É... Já pode parar de adivinhar o que eu ia falar! Quero te ajudar, não merece passar pelo que eu passei - Achei estranho e a encarei por alguns segundos mais
- Espera... Você quer me ajudar?
- Quero. Não desejaria o que aconteceu comigo nem para o meu pior inimigo - Nós guardamos as armas e ela me ajudou a levantar
- E aí, qual o seu nome?
- Thaya.
- Sou a Jennifer, eu estou surpresa que você fale minha língua com tanta fluência
- É que um dia eu e minha família encontramos uma menina, devia ter uns dez ou doze anos, ela viveu conosco até os cinco anos e nos ensinou a falar essa língua, depois ela teve que partir...
- Mas eu acho que ainda temos um problema.
- Qual?
- Você espantou meu cavalo, e acabou com a minha água, e espantou meu cavalo!!
- Sem problemas - Ela colocou o indicador e o dedo polegar entre os lábios e assobiou, esperou um pouco, de novo ela fez isso, de novo e de novo, e nada da Kitty.
| Thaya |
Pois é, agora a única coisa que presta na nick é Bob Esponja
Sinceramente, a Nick era muito boa para mim a pouco tempo atrás, mas agora está me deixando revoltada com tudo isso! ICarly não tem tido episódios novos, pior que isso: Além de repetitivo está perdendo completamente a graça, Drake e Josh não tem entretenimento a oferecer à tipo uns dois anos, Zoey 101 é e sempre foi uma merda, Big Time Rush é a coisa mais mais-ou-menos que eu já vi, outra coisa que eu nunca entendi é: Por que eles ficam botando essas novelinhas mexicanas, ou são espanholas, sei lá, que na verdade são horríveis, dramáticas e sem-noção, acrescentando só que "Planeta Sheen" tinha tudo para ser um desenho perfeitamente hilário, pena que a diversão não passou do primeiro episódio, e agora estão substituindo Pinguins de Madagascar (O melhor desenho da nick desde o Bob esponja) por Supah Ninjas (Que aliás são uns carinhas que descobrem que têm parentes ninjas e agora têm que "combater o crime" e lidar com "Os dramas da escola", alguma merda assim. Acabou a originalidade da Nick) e Power Rangers Samurai (Todo mundo já viu tudo o que tinha que ver de todos os "Power Rangers", tanto que já perdeu a graça!). Agora as únicas coisas boas da nickelodeon são Os Padrinhos Mágicos, Bob Esponja e Victorious! PUTA MERDA, PRODUTORES, DIRETORES E O RESTO, DEVIAM TOMAR JUÍZO E VOLTAR COM A BOA E VELHA NICK DE ANTES, CARALHO!!!
À nickelodeon, meu adeus
À nickelodeon, meu adeus
03/09/2011
Epidemia zumbi
Sim, é cientificamente possível que uma epidemia zumbi poderia vir a destruir a vida na Terra como a conhecemos. Com péssima visão e audição, os zumbis apenas poderiam recorrer ao olfato aguçado para alimentar seu vício em carne humana.
IXODIDAE
Nome complicado esse, né? Pois é esse o nome da família da qual os carrapatos transmissores do vírus zumbi (mononegavirales) participam, mas a doença também seria transmissível por roedores urbanos. Em duas horas, o contaminado começa a ficar com febre, ter calafrios e sentir dor de cabeça.
COMA
Em vinte e quatro horas, a pessoa que foi infectada entra num coma tão profundo que chega a ser confundido com a morte. A pulsação e a respiração diminuem gradativamente.
TRANSFORMAÇÃO
Seis horas depois, quando são completadas trinta horas, o infectado transforma-se em zumbi, respondendo a estímulos, mas só pensa em uma coisa: Carne humana, isso se torna um vício doentio.
Os zumbis sofrem de miopia grave, vêm tudo em preto e branco, escutam mal, mas em compensação,
têm um olfato muito apurado, ou seja: Conseguem farejar carne humana à quilômetros de distância. A partir do momento em que surge o primeiro zumbi, a doença pode ser passada através da saliva. Por isso que quando alguém é mordido por um zumbi se transforma em um. Como não respiram, também não precisam de hemoglobina, por isso o seu sangue é escuro e grosso. O coração também não pulsa, a circulação é feita por contrações musculares do corpo. As células nervosas deles conseguem se regenerar, o que explica por que eles conseguem sobreviver depois de perder parte da massa encefálica. A pele deles começa a se deteriorar logo no começo da transformação, vai ficando grossa e podre, já os músculos vão ficando mais concentrados e com a consistência de uma corda de náilon, por isso eles são tão fortes. Os dentes dos zumbis ficam extremamente fortes, a ponto de permiti-los quebrar o crânio de suas vítimas, porém, ao invés de ficar forte, os dentes de alguns simplesmente caem, o que os força a mastigar com os ossos da boca. Assim que chega ao estômago e o intestino, que já nem funcionam mais, a carne fica lá, até que apodreça e depois seja eliminada no cocô
COMEÇO DO FIM
A todo momento os zumbis estão sendo decompostos por bactérias. O nível de putrefação pode chegar ao ponto em que ele não se sustenta mais em pé. No começo eles adquirem manchas e feridas abertas, atraindo assim, mais bactérias.
CAINDO AOS PEDAÇOS
Depois das feridas, algumas partes do corpo cartilaginosas, tais como nariz e orelhas, começam a cair, depois, os pés, mãos, ou até braços e pernas começam a cair...
OSSOS
Depois disso, seus ossos ficam expostos, depois de perder braços, pernas, olhos e unhas, eles não conseguem mais se sustentar, pouco depois são inteiramente consumidos por bactérias e fungos
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