16/09/2011

Dear Daddy - Part 3

   Esperamos mais uns cinco minutos, até que começamos a ver alguma coisa... Era a Kitty, ela estava vindo correndo até nós, Quando ela finalmente chegou perto, eu montei nela e a Thaya montou em seu cavalo, ela foi na frente porque ela que sabia o caminho, então...
Tinha uma portinha que dava para, tipo um
quarto com cama de casal
   Depois de muito tempo andando, chegamos à uma casa de madeira, o teto também era de madeira, me aproximei e perguntei à Thaya:
   - Será que o meu pai está aí?
   - Bem... Considerando que isso é uma casa no meio do absolutamente nada, e que o sequestrador veio nessa direção com o seu pai, além de poderem ser notadas pegadas de cavalos aqui ao redor... Acho que ele está sim
   Me aproximei mais daquela casinha, percebendo que estava presenciando uma situação um tanto quanto ridícula... Não sei, achei que seria mais difícil encontrá-lo... Eu realmente havia me dispersado da trilha de pegadas e agora estava ali, simplesmente... sei lá, ali... Continuei me aproximando, dessa vez a pé, olhei pela janela, a casa estava vazia, abri a janela e chamei silenciosamente a Thaya para entrar, olhei ao redor, a casa estava escura e bagunçada, tinham alguns daqueles panfletos como os do restaurante. Então eu comecei a ouvir uma voz, uma voz grossa vindo do porão
   - Sabe, até que foi divertido ser um criminoso conhecido durante dezoito anos, mas agora você não vai viver para contar a história sobre como... - Antes que ele terminasse de falar qualquer coisa, eu entrei pela portinha do porão, ele estava de costas o que só melhorou o meu "plano". Eu atirei três vezes na cabeça daquele maníaco e depois ajudei o meu pai a se desamarrar
A corda era bem resistente mesmo...
   - Essa é a minha filha! Que orgulho! Eu sabia que você ia vir! - A gente se abraçou
   - Eu tô com uma amiga lá fora, ela me ajudou a chegar aqui, vamos pra casa, mas você vai na frente no cavalo
   - Porque?
   - Anda de cavalo melhor que eu, agora vamos.
   A gente saiu de casa e andou na Kitty até começar a escurecer, quando começamos a avistar a floresta e nos afastamos da Thaya, nos despedimos com um caloroso abraço, eu chorei muito, provavelmente nunca mais veria a Thaya! E já éramos grandes amigas... Mas depois continuamos andando, não paramos porque estava escuro, a gente não parava por nada! Chegamos à cidade umas três ou quatro da manhã.
   Eu estava exausta então não fiz nada além de ir dormir, mas estranhamente, acordei cedo e sozinha, todos ainda estavam dormindo e a casa estava uma bagunça, eu comecei a arrumar o quarto, e acho que eu fiz um pouco de barulho, porque a Annah acordou e olhou para mim
   - Jenny? - E em seguida o resto todo foi acordando aos poucos
   - Jenny? - Hannah falou assim que despregou os olhos
   - Jenny? - Repetiu a Olga
Olga
   - É, gente sou eu... - Todas berraram "Jenny" ao mesmo tempo e vieram me abraçar - Calma, calma! Estão me sufocando!!
   - Quando você voltou?? - Nem deu tempo de responder à pergunta da Anne, quando a Hilda já veio toda empolgada em cima de mim:
   - Por que você saiu?? - Agora foram a Annah e a Olga que resolveram interromper com outra pergunta:
   - O papai voltou também??
   - Por que ele saiu? - A Hannah perguntou
   - Gente, calma! - Eu tentei explicar - É o seguinte: Aquele tal de Billy, o criminoso procurado, sequestrou o papai, eu fui lá ajudar ele e conheci uma nativa muito legal! O nome dela é Thaya, o papai voltou sim, e agora está tudo bem, porque o Billy está morto, entenderam? - Todas elas congelaram e ficaram me encarando surpresas, até que a Hannah gritou:
   - O PAPAI VOLTOU! ELE VOLTOU!! - E todas começaram a correr e gritar até o quarto de nossos pais, eu continuei arrumando o quarto.
Isso é só um pedacinho do quarto... E estava
bagunçado na hora
   Varri um pouco, arrumei as camas, dei uma geral, até que notei uma tábua no chão que estava solta, tirei ela de lá, para depois poder pregar de novo, mas vi que aquilo era um compartimento cheio de coisas, e com "cheio de coisas" eu quero dizer que tinha uma caixa bizarra ali "Certo, vamos dar uma olhadinha" Pensei "Mas só uma olhadinha" A caixa estava trancada, mas eu destranquei com um grampo, acho que devia ser do antigo dono, mas mesmo assim, com a minha curiosidade, comecei a vasculhar, vi um monte de fotos daquele tal de Billy, abraçado com a minha mãe, só que... Sem o bigode, e sem a cicatriz... Desse jeito ele ficava parecendo bastante com meu pai. Encontrei também uma carta, várias cartas... E uma aliança, já estava achando tudo aquilo muito estranho, e piorou com a tal carta
                                                                            ***
   Querida Kate,
   Esse tal de Bob finalmente me pegou, bem, pra começar ele me trouxe num chalé estranho no meio do nada, agora ele me acorrentou no porão e disse que ia me dar uma última chance de escrever uma carta para você, ele é quem está escrevendo, eu só estou ditando porque, como já disse, ele me acorrentou. Então por favor, o convença a cuidar de nossa filha como se fosse dele
                                                                            ***
   Entendi muito pouco do que estava escrito naquela folha, mas tinha uma embaixo, parecia ser de um diário, um diário antigo... Da minha mãe
                                                                            ***
   Querido diário, hoje foi um dia muito estressante e o resto da minha vida também será! Um sequestrador chamado Bob não-sei-mais-das-quantas levou o meu marido para longe, somos pouco conhecidos nessa cidadezinha, mas o restaurante está começando a fazer sucesso e esse antigo amigo do Billy sequestrou ele e o prendeu em algum lugar longe daqui para ficar com o dinheiro e comigo! Ele sabe que eu estou grávida, ele quer essa filha também, então vou fazê-lo cuidar da Jennifer como se a filha fosse dele, mas esse cretino não vai nunca me deixar em paz, mas por mais que tudo pareça impossível, eu vou tentar agir como uma mãe comum numa família feliz como se nada tivesse acontecido, ninguém nunca viu meu marido e nem o Bob nessa droga de cidadezinha sem-graça mesmo! Então o que me resta é passar o resto da minha vida infeliz, mas agindo como uma mãe normal... Bem diário, acho que isso é um adeus, essa é a sua última página mesmo, então...
                                                                           ***
Eu já havia, inúmeras vezes, sugerido ao Bob
que me deixasse decorar algumas de suas
armas para ficarem com um pouco mais de
classe
   Agora eu havia entendido a porcaria toda! O sequestrador era o meu pai de verdade tentando pegar a vida dele que foi bruscamente interrompida no momento em que o meu suposto "pai" o afastou da cidade e o fez ser conhecido como criminoso aí depois ele e a minha mãe tiveram mais filhas "VADIA!" pensei com ódio, subi até o quarto com uma das armas dele, não acredito que ele me havia feito matar meu próprio pai!! Abri a porta do quarto, com a arma em uma mão e as duas folhas em outra, o Bob estava cercado das minhas irmãs, acho que à essa altura o meu verdadeiro pai sentiria orgulho de mim, pois eu apontei a arma para ele e disse:
   - Hey, vadia!! - Todos olharam - Eu já descobri tudo - Chacoalhei as folhas no ar - Você matou meu pai!!
   - Correção - Ele tentou fazer uma gracinha - Você matou o seu... - Não queria ouvir uma mísera palavra sequer que saísse da boca dele, apertei o meu dedo indicador contra a arma e basicamente explodi sua cabeça, voava sangue por todos os lados, e todo mundo chorava, menos a minha mãe e eu, ela sorria aliviada e eu joguei os meus longos cabelos para trás como uma dama que diz "É, missão cumprida"

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