Enquanto eles andavam em direção à grande multidão no meio da fazenda com um homem grande e gordo amolando um machado eu fiquei pensando se o Wilbur conseguiria fugir ao meu sinal. Largaram ele no chão para que o gordo o pegasse, me desesperei, meu coração batia forte, levei rapidamente meu braço ao olho, esperando que ninguém notasse, assim que o homem com o machado encostou sua grande mão nele, ele saiu correndo, eu virei de costas para que quando ele passasse por baixo das minhas pernas para me segurar em cima dele, eu soubesse para onde estávamos indo, era parte do truque, e ele só pararia quando eu dissesse.
Saímos correndo em direção à uma floresta morta perto da fazenda, todos nos perseguiam, mas não nos alcançavam, avistei uma árvore com grande parte de sua raiz fora da terra, era um lugar onde poderíamos nos esconder antes que nos alcançassem. Puxei as orelhas do Wilbur para aquela direção, nos embreamos naqueles galhos, que me arranharam toda, eu saí de cima dele e fiquei no chão, com a respiração baixa e ofegante. Cerca de dois segundos depois, todos passaram por nós, até os outros adolescentes, estavam todos nos perseguindo. Me esforcei para ver por uma das aberturas da raiz, a fazenda ao longe, ninguém lá, olhei para o outro lado, todos sumindo da minha vista, esperei mais um pouco, mais um pouco e mais um pouco... Estavam longe o suficiente, sumiram da minha zona de visão. Saí na frente do Wilbur, silenciosamente, corri até os limites da fazenda de novo, não tinha ninguém lá, estava completamente deserta, todos haviam saído para nos pegar, mas antes que voltassem e nos vissem, eu tinha que encontrar um lugar para me esconder com o Wilbur. Corri o mais rápido que podia para a parte de trás da casa do Sr. Davis, afim de pegar a chave do portão da fazenda, que estava fechado, eu poderia pulá-lo, mas o Wilbur não conseguiria, eu já estava chegando nos fundos, com ele atrás de mim, quando de repente eu caio. Não caí no chão, era como se o chão tivesse caído, literalmente se aberto abaixo dos meus pés. Caí, então, num chão que não era de azulejos como o que antes eu pisava, era de concreto puro, extremamente duro e empoeirado, o Wilbur estava ao meu lado, ele também havia caído e agora levantava e se sacudia para tirar a poeira de si. Olhei ao redor, parecia um quarto, um dormitório como o meu, mas era velho, as camas estavam gastas e estava recheado de teias de aranha, o que eu achei bom, pois muito provavelmente iria ver logo logo um monte de aranhas, e eu as acho muito lindas, mas precisava sair dali, eu não poderia sair por onde entrei, não tinha nenhuma escada para eu subir de volta para o alçapão. Dei mais uma olhada ao redor
- Será que esse é... - Pensei que seria o quarto do castigo das crianças que desobedeciam o Sr. Davis, eles as deixavam lá por tempo indeterminado, sozinhas, sem comida ou água, muitas até morriam - É sim! - Mas para me acalmar, uma aranha grande e preta saiu de trás de um dos travesseiros - Oownn! Que coisa mais fofa! - Caminhei vagarosamente na direção dela, pus a minha mão perto para que ela subisse, quando ela subiu comecei a fazer carinho, ela caminhou pelo meu braço e chegou até o outro braço, que estava perto do Wilbur, ela subiu nas costas dele e eu perguntei - Você deve morar aqui a um bom tempo, se não me engano não é? - Ela chegou um pouco mais perto, percebi que foi uma forma de confirmar positivamente a minha pergunta - Então, por acaso, poderia me dizer... Como eu faço para sair daqui?
Ela desceu das costas do Wilbur e começou a subir a parede, ela ficou do lado de fora do alçapão e começou a fazer uma teia no canto da madeira que o localizava no teto, pouco tempo depois, ela desceu por um fio até o meu indicador, só então, percebi que o fio tinha um laço na ponta, pois ela o prendeu no meu dedo e depois subiu de novo para a teia que havia construído com maior velocidade, começou a recolher o fio, ele começou a me puxar e eu comecei a ser
| Fiz um desenho daquela aranha, sei lá... Ela me deixou feliz... |
CONTINUA...
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