29/08/2011
Eu não sei ser madura.
Não sei falar de assuntos adolescentes, falo como uma bobona, doces são tipo drogas para mim, sou do tipo de pessoa que ainda vê o ursinho pooh, que ainda chora com filmes da Disney, Bob Esponja é o único capaz de me compreender, sou do tipo de pessoa que não demonstra sentimentos, tampouco liga para eles, sinto saudades de ter oito aninhos e não entendo o porquê de eu querer tanto ser adolescente quando era criança, não sou madura, não sei ser séria e se duvidar vou ficar falando pra você do meu desenho animado favorito até você me mandar calar a boca. Eu não estava pronta para crescer e amadurecer, ainda não estou e nunca estarei, a adolescência é uma amostra grátis do inferno para quando você se tornar adulta poder enfrentar os desafios como se fosse sopa. Só para você, criança que quer fazer 13 anos logo, veja o quão "mágica" a adolescência é :]
28/08/2011
Arco-íris de sarcasmo
| O sarcasmo tem a cor da ironia |
Vidas se fundem
Corações se partem
Alguém sempre tem que fazer o trabalho sujo
Estou saindo da sua vida
Partindo o seu coração e cortando sua cara com os cacos
Exatamente como você fez comigo da última vez
Você pede perdão
Eu sustento um arco-íris de sarcasmo sobre minha cabeça
Quero voar num arco-íris de sarcasmo para decepar a sua cabeça
Para você ver o quanto foi bom para mim te conhecer
Arco-íris de sarcasmo
Sarcasmo, sarcasmo, sarcasmo
É o mais próximo que tenho de um sentimento
Sarcasmo, sarcasmo, sarcasmo
É tudo o que tenho aqui dentro
Quero fazer um arco-íris de sarcasmo sobre a minha cabeça
Embaixo dos meus pés
Por entre as minhas pernas
através do meu ouvido
Vou lhe mostrar a cor do ódio
É um colorido bem alegre
Que me faz pensar em sarcasmo
É um arco-íris com borboletas e fadinhas
Recheado com o sarcasmo alheio
Vou lhe mostrar a cor da dor
São exatas sete cores, bem combinadinhas e montadas na ordem certa
Como uma estratégia numa guerra
Como um ataque de um ninja
Vou por um arco-íris de sarcasmo sobre minha cabeça
Vou provar hoje que palavras matam
Sua vida acabou
27/08/2011
26/08/2011
Mensagem de texto da Aillie para a mãe (Só leia depois de ler 'Rebellion, para longe')
Data: 19/09/2011
De: Aillie/Filha
Olha, mãe, você pode dizer que não entende o que se passa comigo, que nós precisamos sentar e conversar, mas agora já é tarde, eu estou a muitos quilômetros daí e não vou voltar pois foi essa a minha decisão, eu fugi de casa, você e o papai nunca lutaram para me compreender, as últimas semanas foram o suficiente para vocês se ajustarem como família, mas não para mim, vocês não são a família da qual eu preciso agora, quero fugir de minhas aflições e poupá-los das suas. Minhas tristezas estão aí e suas aflições estão em mim, não nos encaixamos como família, não os vejo como pais, essas últimas semanas fizeram eu me apegar aos meus amigos e perceber que uma bela aventura num trailer é o suficiente para uma garota ficar feliz, vocês mesmos notaram que eu estive mais rebelde em casa. Eu não estou indo bem com minhas palavras, mas espero que compreenda. A galera que está aqui comigo são meus parceiros, meus colegas! Se eu fizer algo errado ou que vai ser ruim para mim, eles vão apenas me relaxar, me conscientizar, e se preciso me segurar por alguns segundos para eu não arranjar briga, mas não vão tirar minha liberdade e privacidade, além das outras únicas coisas que me fazem sorrir quando eu quero chorar e estou sem amigos, enfim, acho que é nosso último papo como MÃE e FILHA, eu te ligo um dia desses pra a gente conversar, tipo de mulher para mulher, como amigas e não família, enfim... Tchau, é isso, e... Boa sorte com o Derek, o Clyde, o Blane e a Bonnie
Aillie :)
De: Aillie/Filha
Olha, mãe, você pode dizer que não entende o que se passa comigo, que nós precisamos sentar e conversar, mas agora já é tarde, eu estou a muitos quilômetros daí e não vou voltar pois foi essa a minha decisão, eu fugi de casa, você e o papai nunca lutaram para me compreender, as últimas semanas foram o suficiente para vocês se ajustarem como família, mas não para mim, vocês não são a família da qual eu preciso agora, quero fugir de minhas aflições e poupá-los das suas. Minhas tristezas estão aí e suas aflições estão em mim, não nos encaixamos como família, não os vejo como pais, essas últimas semanas fizeram eu me apegar aos meus amigos e perceber que uma bela aventura num trailer é o suficiente para uma garota ficar feliz, vocês mesmos notaram que eu estive mais rebelde em casa. Eu não estou indo bem com minhas palavras, mas espero que compreenda. A galera que está aqui comigo são meus parceiros, meus colegas! Se eu fizer algo errado ou que vai ser ruim para mim, eles vão apenas me relaxar, me conscientizar, e se preciso me segurar por alguns segundos para eu não arranjar briga, mas não vão tirar minha liberdade e privacidade, além das outras únicas coisas que me fazem sorrir quando eu quero chorar e estou sem amigos, enfim, acho que é nosso último papo como MÃE e FILHA, eu te ligo um dia desses pra a gente conversar, tipo de mulher para mulher, como amigas e não família, enfim... Tchau, é isso, e... Boa sorte com o Derek, o Clyde, o Blane e a Bonnie
Aillie :)
Rebellion, para longe
| Kulli |
- Aillie, tiraram o meu trailer de novo de onde estava, eu não vou poder continuar em Dundee por muito tempo, vou mudar para Perth em uma semana... Sabe, vou morar em um lugar onde não me expulsem de todos os locais em que instalo o meu trailer, e tenho uma amiga virtual que é de Perth, ela e as filhas moram num trailer e nunca foram despachadas dos lugares... Ela diz que Path é adorável, e eu pensei que talvez, você e o Willie quisessem vir comigo.
| Path |
- É, vocês são os únicos que falaram comigo depois da Brenda acabar com minha imagem, preciso de vocês!
- Bem... Eu não sei, acho que não é uma boa ideia - O Willie provavelmente não iria, quereria ficar com a namoradinha tosca dele e se os meus pais descobrissem o que eu teria feito se eu fizesse isso, ligariam pra a polícia e depois me colocariam de castigo para sempre - Não vai dar, amiga...
- Tudo bem, mas pensa no assunto tá? Tem até domingo de manhã
- Vou pensar
O Willie sentou-se na minha frente e começamos a falar de outros assuntos, não queria que ele soubesse que a Edna ia fugir e eu talvez fosse junto. Enquanto u almoçava, ele ficou olhando para a minha cara durante uns cinco segundos, não gosto muito quando ele faz isso, é meio irritante porque parece que ele está achando que eu sou maluca ou algo do tipo... Surpreendentemente as meninas populares não estava me zoando nem chutando a minha mochila hoje. E eu acho que é muito legal da parte do Willie ainda sentar com a gente mesmo depois de eu ter dado um lindo murro no olho da namorada dele.
| Tipo, ele fica me encarando e eu fico nervosa ou com medo, aí eu faço ou falo merda, ENTÃO NÃO ME ENCARA, PORRA! |
- SAIAM DAÍ SE QUISEREM VIVER ATÉ AMANHÃ!!! - Eu pulei na minha cama e comecei a me atracar com o Clyde, o Blane ficou com medo e saiu do quarto, só então eu percebi que a porta havia sido arrancada, joguei o meu irmão mais velho idiota da cama e ele caiu no chão soltando um gemido - EI! CADÊ A MINHA PORTA??
- Vai ter a sua privacidade - Começou a minha mãe - Quando aprender a respeitar a autoridade nessa casa
| Um diário é onde uma garota expressa os seus sentimentos mais íntimos e complexos Os meus, por exemplo, não são mais íntimos apesar de continuarem complexos PARABÉNS FAMÍLIA!!! |
- Ai - o Clyde gemeu - E o computador - Ele estava falando com uma voz rouca de tanta dor, eu estava orgulhosa de mim por ter conseguido isso - E nos deixou ler seu diário, você gosta mesmo desse tal de Willie, né?
- VOCÊS O QUE?? - Perguntei enfurecida - EU NOTEI A TV E O COMPUTADOR, NÃO ESTOU NADA FELIZ COM ISSO, MAS DEIXAR ELES LEREM MEU DIÁRIO? O QUE ESTAVAM PENSANDO???
- Como eu disse - Justificou a mamãe - Não vai ter mais privacidade ou liberdade para Ailie Brack Manson nessa casa, se a quiser, você terá que andar com o seu diário na mão 24h por dia, se trocar no banheiro e se for passar o dia na casa da amiga hippie, não vai nos avisar, vai perguntar se pode com um dia de antecedência se quiser que pensemos no assunto - Ela colocava o dedo na minha cara, eu só pensava em dar uma mordida e tentar arrancá-lo, mas aquela vadia me poria de castigo, ela poderia pensar em coisa pior por incrível que parecesse, então apenas disse à ela:
- Você é a pior mãe do mundo
- Eu sei
- Espero que morra
| Acho que os meus pais se casaram por serem chatos e problemáticos, porque eles brigam durante a noite quando pensam que nós já dormimos... |
Sentei atrás da minha cama de costas para eles, com raiva, chorando de ódio, a Bonnie começou a chorar no quarto dela também
- Puta merda - Murmurou o papai - Que hora para começar a chorar! - Os dois saíram do meu quarto, eu comecei a pegar todas as minhas roupas e enfiar na minha mochila preta do KND que eu simplesmente amava, peguei outra mochila, uma pequena do Wall-e e coloquei todas as minhas maquiagens, em outra um pouco maior que as outras, da Tinker Bell, eu coloquei todos os meus produtos de cabelo. Estava decidida, e ia sim, fugir com a Edna assim que possivel. Mas aí me veio à cabeça... O Willie não viria com a gente, eu não o veria nunca mais, ele era meu amigo além de ser o cara que eu gostava... Eu não aguentaria passar por isso... Não de novo, levei tudo para o banheiro, manteria lá, trancado até que me decidisse, a minha cabeça estava confusa, eu só queria que os sentimentos parassem de berrar e eu pudesse me equilibrar de novo e decidir o que fazer, era uma loucura eu estar pensando nisso com tanta seriedade... Eu... Eu era uma garota, uma garota pequena, mas não me reconhecia no espelho, eu me olhava e não me via, via uma adolescente de birra, daquelas que eu havia prometido nunca virar quando tinha dez anos... Dez anos, como eu queria voltar a ter dez anos! Passei a tarde chorando e às sete da noite eu dormi no chão do banheiro, dormi de tanto chorar, de verdade.
| Ele me chutou de SAPATO!! |
- Bem feito por ter me acordado com um chute.
Joguei meu cabelo para trás, levantei, ainda com dor de barriga, e pisando nele, saí do banheiro com um pulo. Toda dolorida de dormir no chão. Cheguei na mesa do café e comi o queijo quente que minha mãe preparou e me vesti: Uma blusa vermelha do 'angry birds', uma jaqueta de couro sintético, uma saia preta e uma meia-calça de renda preta com um all star branco cheio de desenhos de caveira de diversas cores, peguei minhas três mochilas, além da mochila escolar e saí arrastando até o ônibus para que ninguém pudesse
- Ei, ei, ei! O que é isso? Vai se mudar pra escola, moça? - O Willie me perguntou praticamente se jogando na minha frente
| Minha mochila do Wall-e |
- Bem... E aí, vai querer ajuda para...
- WILLIAM!! - Berrou a Kate, ainda com um olho roxo do murro que eu havia dado nela - VENHA AQUI AGORA QUE HOJE EU ACORDEI COM A MACACA!!
- Eu tenho que... - Ele apontou para a Kate, parecendo bem constrangido com aquela vadia. Fiz uma brincadeira com isso
- Claro - Eu soltei uma risada baixinha - sua majestade o espera - Fui para o último banco do ônibus, junto à Edna
- Bem... Teve uma complicação, e eu vou sair amanhã, você devia se decidir, Ailie...
- Ah... Eu... Eu não sei. Não sei mesmo, amiga, eu posso te dizer mais tarde, eu acho.
- Tudo bem, eu só ia avisar
- Bem... De qualquer forma, não está afim de ir lá pra casa hoje?
- Eu acho que sim, talvez meus pais não percebam...
- Não quero lhe dar problema...
| Ao menos a sala de informática lá da escola presta :D |
Assim que a aula começou, eu não fui àquela sala dos horrores, eu fui para a sala de informática e continuei escrevendo meu conto que estava salvo no meu pen-drive, para liberar minhas aflições, ocultando-as dentro do contexto da história. A aula acabou, sem que eu nem almoçasse, percebi que o meu conto já tinha mais de trezentas páginas, ele havia começado há algumas semanas, eu escrevia muito, e todo dia, e só naquela específica manhã eu percebi o quanto havia escrito, e não tinha feito a história de qualquer jeito, era praticamente um livro, e muito bom! "Talvez eu devesse mandar para uma editora..." Pensei "Será que as pessoas vão gostar?" Mas cheguei à conclusão que a resposta era 'Sim'. Enviei para a editora que escolhi com meu nome, telefone, e endereço. Bateu o sinal do fim da aula. Corri para o ônibus, me sentei de novo com a Edna
- Onde você se meteu a aula toda?? - Perguntou
- Na sala de informática, eu acabei de fazer um livro, sabia?
- Mas o que...
- Depois explico
| E eu sento lá atrás, lá atrás mesmo! |
- Então... - O Willie me perguntou enquanto a Edna estava catando uma algas verdes e trançando-as com seu cabelo em frente à churrasqueira cheia de legumes - Qual foi o castigo que seus pais te deram?
- Bom, - Eu me deitei numa das minhas mochilas - Eles arrancaram a minha porta, tiraram a minha TV, o meu computador, disseram que eu não poderia mais vir para a casa da Edna e... Ah! Deixaram meus irmãos lerem o meu diário, eu estou irritada e confusa, eu estou com raiva de tudo, eu sei que é da adolescência, mas por que parece que só para mim o mundo está de ponta cabeça? - Ele estava me olhando daquele jeito de novo, ele apoiava o violão nas pernas cruzadas, ele me olhava sorrindo com aqueles olhos verde-claro irritantemente bonitos, isso só servia para me deixar nervosa e eu ficava falando rápido, olhando para todos os lados que não fossem me obrigar a olhar nos olhos dele, eu gesticulava com as mãos - Nossa! O mundo está uma droga! Será que ninguém percebe? Ou o problema sou eu? Cara eu não sei, mas... - Tudo o que eu queria era parar de falar porque eu via que ele estava tentando responder às minhas perguntas e eu não deixava - É estranho, é complicado, sabe... Complexo, é assustador e...
| A praia era linda! |
- Eu amo essa música, muito. O que eu queria dizer na verdade, é que minha vida é extremamente irritante, injusta, e complicada. Mas quando estou com vocês é como se os meus problemas se dissipassem no ar... Vocês são meus melhores amigos, falo de coração
- Quem me dera eu pudesse falar com tanta sinceridade assim com a menina que eu gosto
- Tá falando da Kate, sua namorada, não é?
- Na verdade... Eu não gosto mais dela, tenho medo do que pode acontecer à minha saúde se eu terminar com ela - Eu e ele rimos - Eu gosto de uma grande amiga da Brenda e da Kate, ela tem olhos cor-de-mel e às vezes, quando ela está distraída, parece até que ela me força mentalmente a ficar olhando pra ela - Ele estava falando da outra amiga puta da Brenda, a Charlotte
- Você é o menino mais popular da escola, por que não pede ela em namoro?
| Charlotte |
- Não quero ofender a garota que você gosta, mas sim, eu acho que ela é oferecida o suficiente para ficar com um cara só porque ele é popular, ela é idiota, metida e só se importa com ela, sem ofensas, mas você sabe o que eu penso de meninas assim
- Ailie, não seja tão dura consigo mesma! Você não é nem um pouco popular, está longe de ser idiota, nem de longe você é metida e... Tá, a última parte eu concordo, mas só um pouquinho - Só depois de alguns segundos assimilando o que ele disse eu consegui entender, eu olhei nos olhos dele de novo
- Sério?
- Bem, você é meio egoísta, mas...
- Não, sério que você também gosta de mim?
- Você gosta?
- Gosto, mas eu não sou amiga da Brenda...
- Eu sei, só queria te irritar. - Eu dei um empurrãozinho fraco nele e começamos a rir - Mas, eu quero saber... Eu não quero passar o resto dos meus dias sem ver você, principalmente hoje, que descobrimos que gostamos um do outro, eu soube que a Edna te convidou para sair da cidade.
| Tantas vezes que eu pensei em fugir de casa pensando que fugiria com uma maleta de couro ou bolsas de adulto, mas fui com mochilas de criança, do KND, Wall-e, e Tinker Bell... |
- Medo de que?? Espera, agora eu fiquei super confuso. Você vai fugir com a gente ou não? - Com a gente? Então ele ia com ela!! Essa idéia de fuga estava começando a melhorar
- Entra no trailer antes que os meus pais percebam a minha ausência!
Ele me ajudou a carregar minhas mochilas, a Edna levou os legumes para dentro do trailer e colocou na mesinha de centro para agente comer
- Edna, a Aillie topou - Contou o Willie
- Sério?
- Sério - Respondi
- Vamos lá! - Ela pegou todas as coisas que estavam do lado de fora, que a essa altura do campeonato, era apenas a churrasqueira portátil, fechou a porta do trailer, se direcionou ao volante e começou a dirigir. Algumas horas depois, estávamos na estrada, eu havia mandado uma mensagem de texto para a minha mãe explicando tudo, agora eu estava na janela do trailer, olhando a paisagem quando o Willie segurou minha cintura por trás e apoiou o rosto no meu ombro, e para estragar tudo, a munha mãe ligou, mas quando fui atender, não era a minha mãe...
- Alô?
- Olá, sou da editora para a qual você enviou o livro "A deusa", você não seria Aillie Brack Manson?
- Sim
| Meu celular, mas quem está segurando é uma amiga de Glasgow... |
- Que eu vou ser uma adolescente que escreveu um best-seller?
- Uma das primeiras! - O Willie estava fazendo carinho no meu cabelo e isso estava fazendo cosquinhas - E sabe do que mais garota?
- O que?
- Você vai ser milionária!! Sabe quem eu sou? Não perca tempo enchendo sua cabecinha criativa com nomes! Eu sou um dos sócios dessa editora e sabe por que estou ligando para você enquanto podia estar curtindo a minha mansão agora?
- Porque o senhor é muito gente boa, talvez?
- Não, eu não sou! Sabe por que eu nunca ligo pessoalmente para as pessoas? Porque eu tenho empregados que faças isso, e mais: Meus empregados têm empregados que façam isso! Porque eu odeio falar no telefone! Porque sou milionário Logo eu nunca ligo pessoalmente para alguém! - Eu estava começando a achar que o dinheiro estava deixando ele meio lé-lé... - Mas você é diferente! O seu livro é tão bom, mas é tão bom, que eu insisti que meu mordomo comprasse um sexto iphone para mim, só para eu ligar para a maior escritora de sua geração!! Só preciso que confirme seu endereço
- Bem... Eu fugi de casa... Hoje, então, tecnicamente, o meu endereço é a estrada por enquanto, mas assim que chegarmos à algum lugar para ficar, eu te ligo de volta e digo onde moro, não vai se importar de falar no telefone de novo não é?
| Imagina só como ficariamos fofos juntos numa floresta em Path *--* |
- Claro. - Eu desliguei o celular, cansada de tanto ouvir ele falando, ele falava muito rápido, dava até vontade de descansar depois, mas não importava, pois agora eu estava com a minha melhor amiga no volante, o namorado mais lindo do mundo abraçado comigo e uma bela grana para mim, pronta para ser gasta assim que chegar, mesmo que eu continue com o meu estilo de vida simples.
FIM.
23/08/2011
Rebellion, o motim
| Eu sempre corro pro meu quarto quando estou com raiva, afinal, é como eu sempre digo: Meu quarto, minhas regras... |
- Eu estava, o nome dela é Edna, eu prefiro estar lá do que aqui. Ao contrário, eu prefiro estar em qualquer lugar do que aqui!
- E por que??
- Eu não quero conversar! Não quero ter que explicar para vocês! Eu sou tão complexa que nem sou capaz de me entender, que tal? - Eu ia me mandando pro meu quarto para me arrumar para a escola, mas ele puxou o meu braço
- Escute aqui! Mesmo que você perca a escola, eu não vou deixar você me tratar assim, mocinha! Você vai sentar e conversar com a sua família e vai sair dessa casa feliz
- Eu não sou feliz!!
- Como não é?? Você tem tudo de que precisa nessa droga de casa! Roupas caras, todos os sapatos que quer, um computador e uma TV de qualidade, cabelo bem tratado, temos dinheiro à beça! Você vive o sonho adolescente e ainda tem a audácia de me dizer que não é feliz?
- Ah, claro, dinheiro, é tudo o que faz uma pessoa feliz não é? Isso não é pelo dinheiro! Eu não preciso do seu dinheiro! Uma etiqueta de preço não vai garantir minha felicidade!
- E desde quando nós só lhe damos dinheiro? Agimos aqui como uma família! Você que age como se não fosse parte dela!
- Queria que eu fizesse parte dessa droga de família? Então por que me tirou dos meus amigos em Glasgow?? Vocês pareciam não ligar tanto para essa 'união familiar' ano passado, antes de eu começar a me irritar!
- Vá se arrumar para a escola, o ônibus vai chegar em dez minutos! E quando voltar, não vai ver TV, ficar no computador e ainda vai limpar o chão!
- Ótimo!
- Ótimo!
Eu entrei no meu quarto e bati a porta, coloquei uma blusa do 'Phineas e Ferb', uma jaqueta de couro sintético, um gorro preto com uma caveira na frente e uma saia jeans acompanhada de uma meia preta e amarela listrada até o joelho e um all star preto. Saí do meu quarto, peguei uma caixa de rosquinhas açucaradas na gaveta e comi umas cinco, depois escovei os dentes e fui para a escola, sentei-me no lugar de sempre, em frente à minha amiga, Edna
| A mochila da Edna |
- Ailie!!
- E aí, como vai?
- Não muito bem, hoje, quando você saiu, uns caras da polícia e mais uns outros me expulsaram de lá pra cortar as árvores, eu fiquei arrasada, o meu trailer está no estacionamento e eu não sei mais onde ficar! Talvez eu vá para uma praia ou sei lá...
- Poxa... Deve ser meio difícil.
- Que nada! Aconteceu a mesma coisa mês passado! As pessoas não dão mais o devido valor à natureza que deveriam, eu não pude fazer nada, só gritar, chorar e reclamar...
- É verdade, hoje o meu pai me falou que eu devia ser feliz por ter todo o dinheiro que preciso e um pouco mais...
- Te compreendo - Nesse momento, o Willie sentou à minha frente
- Oi Ailie - Falou
- Willie! E aí? - A Edna o olhou com raiva, como se quisesse exterminá-lo ou sei lá
- William. - Falou, seca
| O Willie também gosta de se desenhar em anime, eu acho que esses bonecos são todos iguais sim, mas eu tenho que admitir que o Willie é bem melhor que o meu irmão patético, o clyde |
- O que o leva a sentar-se entre nós, excluídas?
- Eu queria conversar com a minha amiga, Aillie. - Agora ele estava sendo grosso com ela também e até me envolveu com o braço como se estivesse dizendo "MINHA amiga!"
- Quer dizer, a MINHA amiga Aillie! - A Edna me puxou de volta
- A minha amiga!
- MINHA!
- Larga ela!
- Eu fui legal com ela primeiro!!
- Ah, claro! Isso não a torna mais amiga sua!
- Eu fiz churrasco vegetariano com ela - Eles ficavam me puxando de um lado para o outro como se eu fosse um brinquedo e eles duas crianças pequenas
- AAAH! PAREM, CACETE!! NINGUÉM AQUI É MAIS AMIGO MEU QUE NINGUÉM! E parem de me balançar!! - Os dois me largaram
- Tá legal, mas agora diz para esse exibido que eu te conheci primeiro! Portanto você é minha amiga, Aillie!
- Eu só não entendo - Ele começou - Por que ela me odeia?
- Você é um daqueles meninos - A Edna começou a falar - populares exibidos e idiotas que se acham o máximo, às vezes eu tenho uma puta vontade de meter meu violão na sua cabeça!!
| Ela ia rumar isso na cebeça dele se pudesse! Tipo... Ai? |
- Eu... Ah, eu sei lá!
- Essa menina tem problemas!
- Eu vou te mostrar quem tem problemas!
- GENTE!!! - Eu berrei - Vocês vão se conhecer antes de brigar, ok? É assim que a gente faz em Glasgow! Conhece primeiro, briga depois!! - Parece que o que eu disse fez um pouco de sentido porque nesse momento eles começaram a rir e até conversaram, pareciam... Sei lá, se dar bem, coisa que me assustou, mas me deixou contente! No almoço, o Willie sentou-se conosco e começamos a conversar
- E aí, gente, estão a fim de ir comigo de trailer até a praia?
- Sabe, eu até queria... - Começou Willie - Mas eu vou ter que ficar com a Kate, ela quer ir no salão, e me mata se eu for com ela
- HAHAHAHAHA - Eu ri - Ai, coitado de você - Só os havia conhecido à dois dias, mas parecia que até que tinha passado minha vida toda com eles - Acho que você não deve deixar sua namorada te controlar assim... Sei lá, só acho, sabe?
| Kate |
- Sinceramente - Começou a Edna - Não é por ela ser popular nem nada do tipo, acho a Kate meio má
- Ela só é assim porque é meio tímida... Eu acho - Acho que eu estava começando a gostar dele, bem, não fazia sentido, ele tinha namorada, mas eu sei lá, ele era meio... Especial, e eu percebia que quando eu não estava olhando para a cara dele, ele estava olhando para a minha, então combinamos, iríamos para a praia no trailer da Edna.
O trailer estava andando e balançava muito, eu estava no sofá, junto com o Willie, conversando sobre variados assuntos, eu percebi que para ele, namorar a Kate lhe parecia um fardo e que ele sentia saudade de passar o tempo com alguém que fosse divertida e amigável, eu sentia saudade de Glasgow, eu sentia saudade de ter contato com a natureza e de tudo mais, ele parecia gostar de mim também, mas eu tentava não me iludir
| Amo por-do-sol na praia *0* |
Mais uma vez chega o dia seguinte, eu sentei na minha carteira em frente à Edna e atrás do Willie, não aguentava mais os abusos daquelas patricinhas, a displicência da professora... Uma delas começou a me provocar, eu segurei a minha raiva, mas a gota d'água foi no almoço, quando a mesma jogou a minha própria comida em mim, eu dei um murro na cara dela, estava recheada de ódio e raiva! Peguei um extintor de incêndios na parede, pulei na bancada do refeitório, bem em cima dos rangos de frango e brócolis, que eram horríveis, comecei a borrifar com o extintor tudo o que estava ao meu redor, até as patricinhas que me provocavam... PRINCIPALMENTE as patricinhas que me provocavam, eu via em tudo aquilo, a Edna rindo de todos! Toda melada de branco, ela era a única rindo, o Willie havia sumido, eu não o encontrava em lugar nenhum com os olhos, senti alguém pondo a mão no meu ombro
- Ailie, se acalme - Era a voz do Willie - Você pode ser suspensa... Ou até expulsa! Eu não quero que isso aconteça! Eu... Quer dizer, nós, eu e a Edna precisamos de você com a gente! Você é superior a isso, Ailie! Por favor, tente se controlar, um pouquinho só que seja - Eu parei de borrifar tudo e deixei do jeito que já estava
- Você não tem idéia de como tudo tem sido péssimo para mim!! - Eu comecei a chorar, ele me abraçou - Às vezes as coisas ficam tão terríveis que você perde a consciência e faz tudo errado! Eu não gosto de mudanças! Tudo estava ótimo do jeito que estava! Por que os meus pais tiveram que mudar assim, comigo? Por que os meus pais tiveram que me mudar de cidade?
- Se você não tivesse mudado, eu você e a Edna jamais seríamos amigos
- Eu sinceramente, odeio tudo!! - Ele me soltou e desceu do balcão, depois me ajudou a descer. - Eu vou me esconder do diretor...
- Não, você não vai.
- Quer que eu seja expulsa??
- Não, mas para não ser expulsa você precisa ficar bem na fita, e isso significa se fazer de coitada para ele não pensar que você é igual às outras meninas que foram expulsas
| Eu chorava o tempo todo, mas estava feliz por ele se importar tanto comigo... |
Eu levei uma bronca do diretor e foi difícil me conter com ele falando do quanto as empregadas e professoras se importam e se esforçam por nós naquela escola. Claro! Professoras que lixam as unhas ao invés de dar aulas, tias da cantina que não tentam controlar uma aluna que pisa na comida e enfeita sua área de trabalho com espuma de extintor, e espera até que o diretor fique sabendo por uma aluna nerd chatinha o que aconteceu! Mas eu aguentei tudo quase que numa boa, chegando em casa, todos agiam normalmente... Agiam como se estivesse tudo bem, mas não estava! Por que faziam isso? Era só pra mim que o mundo estava de ponta-cabeça? Era só pra mim que as cores não viviam mais e tudo parecia cinza? A minha vida estava morta...
Rebellion, excluindo-nos
| Eu |
- Eu gostava de Glasgow!
- porque você não age como parte dessa família! E vive nos trazendo vergonha!!
- Já para o quarto! -Berrou meu pai comigo
- Vocês não me entendem! Definitivamente não me entendem!!
Eu corri para o meu quarto, me joguei na cama, ai, quanto ódio eu tinha daquela família estúpida! E daquela escola estúpida! Comecei a escrever, escrever um conto revoltante e triste, era deprimente. Eu escrevo quando estou triste, poemas, contos, um monte de coisas assim... Queria voltar para Glasgow, para minhas amigas, para tudo o que me fazia feliz, mas eu não ia.
| Glasgow |
- E nada de computador! - A minha mãe ficou apontando o dedo para mim e depois ficou lá atrás olhando que nem uma retardada, eu estava salvando o arquivo quando ela tornou a falar - Ailie, você já saiu do computador? Vou ter que falar com seu pai?
- Eu estou salvando a droga do arquivo!!
- Desligue isso já!! - Ela meteu o dedo com a unha pintada de rosa shock no botão de desligar do laptop antes que eu pudesse salvar a minha história
- Ai, eu te odeio!!
Saí de perto dela, deitei na minha cama e me cobri com o edredom, ela saiu do quarto e eu fiquei lá, confinada, vendo TV, era exatamente o que eu fazia todos os dias, o dia todo, e eu não aguentava mais essa rotina deprimente que me consumia aos poucos todos os dias. Chegou a noite e eu dormi na minha hora, mal humorada, deprimida, estérica de raiva, mas dormi.
| Mocha do starbucks |
- Que é??! - Eu levantei
- O ônibus escolar vai chegar em cinco minutos!
- AI MEU DEUS!!
Saí da minha cama aos pulos, peguei uma blusa preta de mangas compridas, depois uma regata branca cheia de rabiscos pretos por cima, peguei um colar, mas estava embolado com outros, então eu pus tudo de uma vez, depois coloquei um short jeans com uma meia-calça preta de rendas e um coturno rosa, improvisei meu café num mocha da starbucks que estava sobrando lá na geladeira, devia ser da mamãe do dia anterior, ela sempre compra, mas põe na geladeira e nunca tem tempo de beber... Vai entender, né?
No ônibus eu fiquei conversando com a Edna e combinamos de ir à casa dela depois da aula, meus pais não saberiam, e nem desconfiariam, eu só queria ficar longe deles. Durante a aula, umas patricinhas ficaram me ridicularizando e uma delas até jogou pedacinhos de cola endurecida no meu cabelo, umas outras até chutaram a minha mochila do Yoshi, mas eu fiquei quieta pelo bem da minha amiga, Edna, não queria sujar a imagem dela, podiam começar a pensar que ela se fazia de hippie e era encrenqueira. O meu ódio só aumentava e ia acumulando e aumentando, mas eu mantive a calma.A hora do almoço chega, eu vou pegar a minha gororoba de brócolis e quando eu finalmente estava me encaminhando para a minha mesa, me bati com alguém e derubei meu almoço, olhei para cima e era aquele garoto de cabelo preto
- Ai, desculpa! Eu manchei sua blusa toda com esse goró!
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| É. Era branca mesmo... |
- Eu vou te ajudar, afinal, essa blusa é branca... É o mínimo que eu poderia fazer - Fui pegar uns guardanapos que estavam na bancada ao meu lado enquanto ele falava
- Na verdade, o mínimo que você poderia fazer é nada - Ele riu e eu ri junto
- Sou Ailie... - Estiquei o meu braço para um aperto de mãos
- Willie, prazer e... Desculpe pela minha amiga, ela tem sido má com você, mas é com todo mundo
- A Brenda não é... Quer dizer, eu pensei que estivessem juntos
- Não, somos só amigos, eu sou namorado da Kate, melhor amiga dela...
- Ah, a agarota que chutou minha mochila, sei... - Rimos, depois nos despedimos e eu fui até a mesa, achei o Willie muito gentil, mas convencer a Edna de que ele era um cara legal estava fora de questão
Assim que a aula acabou e nós saímos do ônibus, pude ouvir uma menina daquelas murmurando algo tipo "Esquisitas". Lutei para me conter nessa, mas saí rapidamente do ônibus antes que pudesse socar a cara de alguém, saltamos na calçada e eu comecei a seguir a Edna, entramos num lugar com algumas árvores, provavelmente à caminho do trailer dela, depois de uma certa caminhada por uma trilha, chegamos ao local onde ela estava instalada, tinha uma churrasqueira em frente ao trailer, umas bandeirolas rosa-claro e verde-limão penduradas entre o lado de dentro e um galho de árvore, dois divãs ao lado da churrasqueira e eu conseguia ver por dentro do trailer umas mobílias como um sofá meio velho, uma TV pequenininha e uma escrivaninha com um computador velho, era uma vida bem simples que ela parecia levar.
| Dentro do trailer tinha essa foto num mural |
- Sei lá... Ver TV?
- Ah, vamos! Você pode fazer mais do que isso! - A Edna riu
- Ahn... Toca alguma coisa?
- Toco - Ela entrou e demorou um pouquinho, mas logo voltou com um tambor enorme - Gosta daquela música... Price tag?
- Gosto sim - Ela começou a tocar, eu sentei num dos divãs ela começou a cantar, e eu a ajudei a cantar, a gente formava uma bela dupla - Você canta bem
- Obrigada, você também.
- HAHAHA, que mentira! Nunca nem fiz curso!
- Sério? Minha voz só é assim porque eu fazia curso desde os dois até os dez anos de idade...
- E você também toca muito bem esse... Tambor hippie aí...
- Hahahahaha, aprendi ano passado, quando me mudei pra cá, os meus pais de vez em quando me mandam uma grana... Quase. Eles deixam num arbusto aqui em frente dentro de um envelope um pequeno dinheiro, e isso eu invisto em ações que promovem os direitos humanos e animais, o que eu ganho com meus quadros dá para eu sobreviver...
| Ela, pelo visto adora pintar, né... |
- Não é não... É bom, eu me tornei independente antes dos 15 anos, e graças à ligação com a natureza que eu criei, eu não tenho oscilações de humor muito drásticas como a maioria das adolescentes
- Não sei se eu ficaria tão feliz em não fazer mais as unhas pelo resto da vida, ou... Sei lá, sem comprar roupas novas e sem toda a mordomia que eu tenho, não sei não... Você é forte isso sim
- É uma questão de ponto de vista, eu ainda tenho produtos de cabelo, esmaltes, maquiagem... Planejava fugir de casa desde os onze anos, três anos depois que o meu pai começou a me ensinar direção num carro tipo bug na fazenda da minha tia-avó, Peggie.
- Sua família era tão terrível assim?
- Bem... Eles me davam o que eu queria, mas eu senti que eles não me entendiam, que eu não estava fazendo bem para eles e eles não estavam fazendo bem para mim... Sabe, eles eram muito sofisticados, viviam em clubes executivos, salões de festa exclusivos e não saíam do salão de beleza. Enquanto tud o que eu queria era me vestir com uma roupinha velha e protestar pelos direitos humanos, eles não gostavam disso, me pressionavam para ser igual a eles, mas eu não aguentei. De tanta pressão, fugi de casa, à fim de encontrar algo que me fizesse feliz e... Encontrei
| Também tem carne de soja |
- Eu faço churrascos vegetarianos junto com meu clube, com o nome 'poder da flor' escolhido pela avó de uma das minhas amigas
- Que legal! Vamos preparar alguma coisa para comer, então!
- Aqui, vem
Ela me levou até a prte de dentro do triler e pegamos alguns legumes, depois fomos com os temperos até a churrasqueira e começamos a fazer a comida, no final das contas, o churrasco havia ficado ótimo e nós até dividimos uma couve de bruchelas com um esquilo, depois de comer, ela colocou um CD hippie para tocar e nós subimos no trailer para dançar como se estivéssemos num palco. À noite a Edna perguuntou se eu não queria ficar lá para fazermos uma festa do pijama. Eu concordei, ela dormia num saco de dormir e tinha um sobrando, a gente contou estóris de fantasmas, olhou as estrelas, zoou uma foto da Brenda e até tocou mais um pouco.
Acordei de manhã e a Edna falou
- Amiga, é melhor você ir pra casa antes que seus pais fiquem muito irritados
- Verdade, tchau, amiga!
| Edna em seu saco de dormir :) |
21/08/2011
Como seriam os vampiros se eles existissem
Cérebro:
O sistema nervoso de um vampiro é quase normal, mas há muita diferença na quantidade de neurotransmissores. O cérebro tem baixos níveis de serotonina, o que deixa o vampiro agressivo
Caninos
Seus caninos tem transformações radicais, na hora do ataque, por exemplo, os dentes aumentam de tamanho, ficando com a medida perfeita para ser enfiados na jugular de seu lanche. Como os dentes são retráteis, uma vampira pode viver entre os humanos sem ser desmascarada
DNA
A longevidade dos vampiros não acontece por causa de um pacto com o diabo, mas sim por causa de um DNA que resiste ao envelhecimento, o mesmo permitiria uma forma sobrenatural de mutação, assim, a manola poderia metamorfosear em outros bichos, como ratos, morcegos, etc.
Digestão
Como elas só se alimentam de sangue, que é todo absorvido no estômago e intestino, acabam não precisando mais ir ao banheiro. Se uma vampira come comida de gente, vomita junto com sangue...
Olhos
As pupilas dos vampiros são hiper dilatadas, assim eles podem ver melhor de noite U.U
Olfato e audição
Com o dobro de células sensoriais nos ouvidos e narinas, vampiras são capazes de perceber a presença de uma pessoa a centenas de metros. Principalmente se ela estiver sangrando, assim será detectada mais rapidamente.
Ossos e músculos
Com cerca de 90% dos músculos formados por fibras que permitem explosões máximas de energia, os vampiros teriam a agilidade de um guepardo, um dos felinos mais rápidos do mundo, e a força de um urso...
Órgãos sexuais
Os dentuços não se reproduzem fazendo sexo, pois ficam estéreis na transformação, além disso, por falta de uso, os seus órgãos internos (inclusive os sexuais) não têm mais função
Pulmões
Como os vampiros não precisam respirar, os pulmões perdem a função
Pele
Elas preferem nunca se expor à luz solar. Isso explica a palidez, a falta de melanina contribui para isso. Por ser uma morta viva, a vampira é fria e sua pele está em torno dos 16º
Unhas
As unhas de uma vampira seriam grandes, duras e pontudas, mais fortes que a de qualquer animal conhecido
O sistema nervoso de um vampiro é quase normal, mas há muita diferença na quantidade de neurotransmissores. O cérebro tem baixos níveis de serotonina, o que deixa o vampiro agressivo
Caninos
Seus caninos tem transformações radicais, na hora do ataque, por exemplo, os dentes aumentam de tamanho, ficando com a medida perfeita para ser enfiados na jugular de seu lanche. Como os dentes são retráteis, uma vampira pode viver entre os humanos sem ser desmascarada
DNA
A longevidade dos vampiros não acontece por causa de um pacto com o diabo, mas sim por causa de um DNA que resiste ao envelhecimento, o mesmo permitiria uma forma sobrenatural de mutação, assim, a manola poderia metamorfosear em outros bichos, como ratos, morcegos, etc.
Digestão
Como elas só se alimentam de sangue, que é todo absorvido no estômago e intestino, acabam não precisando mais ir ao banheiro. Se uma vampira come comida de gente, vomita junto com sangue...
Olhos
As pupilas dos vampiros são hiper dilatadas, assim eles podem ver melhor de noite U.U
Olfato e audição
Com o dobro de células sensoriais nos ouvidos e narinas, vampiras são capazes de perceber a presença de uma pessoa a centenas de metros. Principalmente se ela estiver sangrando, assim será detectada mais rapidamente.
Ossos e músculos
Com cerca de 90% dos músculos formados por fibras que permitem explosões máximas de energia, os vampiros teriam a agilidade de um guepardo, um dos felinos mais rápidos do mundo, e a força de um urso...
Órgãos sexuais
Os dentuços não se reproduzem fazendo sexo, pois ficam estéreis na transformação, além disso, por falta de uso, os seus órgãos internos (inclusive os sexuais) não têm mais função
Pulmões
Como os vampiros não precisam respirar, os pulmões perdem a função
Pele
Elas preferem nunca se expor à luz solar. Isso explica a palidez, a falta de melanina contribui para isso. Por ser uma morta viva, a vampira é fria e sua pele está em torno dos 16º
Unhas
As unhas de uma vampira seriam grandes, duras e pontudas, mais fortes que a de qualquer animal conhecido
19/08/2011
Rebellion, complexada
| Eu |
Era uma vez uma linda menininha escocesa de treze anos, seu nome era Ailie, ela tinha um ótimo relacionamento com sua família e era a menina mais popular da escola, era aceita pelos coleguinhas e superpopular. Você acha que a partir daí, essa história só fica melhor né? ACHOU ERRADO!!
| Poof |
Pois saiba que a linda menininha sou eu, Ailie, sinto lhe informar que não sou linda e nem tenho um bom relacionamento com minha família, na verdade, odeio todos eles, desde a minha irmã, Bonnie, até o meu irmão Blane e os meus pais, Derek e Ena, e sou aceita pelos meus amigos, nunca fui popular, mas também nunca fui excluída. Só que agora, estava prestes a mudar de escola, e pior: Mudar de cidade, saindo de Glasgow para Dundee. Todos amontoados no carro, a Bonnie estava em sua cadeirinha dormindo como uma pedra, o vestidinho rosa, a chupeta pendurada no pescoço, ao seu lado, estava o Blane e o Clyde na janela, eu estava do outro lado, na janela, escutando música com o Poof, nosso bull terrier, deitado no meu pé.
Eu estava pensando no que a minha melhor amiga, Edna estaria fazendo, não nos veríamos com muita frequência agora que eu iria à Dundee, e lá ficaria até os 18 anos no mínimo. Quieta, entediada, olhando pela janela o caminho passar, eu piscava devagar e impaciente ao mesmo tempo. Finalmente caí no sono, apesar da bagagem na mala, que ficava batendo no meu banco
- Ailie... Acorda, filha... Chegamos à nossa casa! - Era o meu pai, abri os olhos, haviam tirado meus fones e eu estava num sofá, no meio de um apartamento com uma janela enorme que dava vista para a cidade e umas montanhas bem longe, do outro lado tinha outra janela enorme, era possível ver o mar
- Ei, sua preguiçosa! Venha ajudar a gente a desempacotar as coisas ou eu quebro a sua cara! - Berrou o Clyde
- Ah, meu querido, espere aí, que EU vou quebrar a SUA cara
- Ah, pode vir, piranha! - Eu pulei em cima dele e começamos a brigar, ele ficou puxando o meu cabelo até que eu o desacordei batendo a cabeça dele no chão com a maior força que podia, fiquei com medo de tê-lo matado, mas pus o ouvido no peito dele, estava vivo. Eu me levantei e anunciei enquanto todos me olhavam feio
- Tá tudo bem, gente! Tudo bem! Ele tá vivo
- Ailie! Você está muito encrencada, mocinha!! - Berrou minha mãe - Já para o quarto!! - EU, indignada, virei de costas e fui para o quarto, até que uma pergunta me veio à cabeça
- Onde é o meu quarto?
- Siga no corredor, é a segunda à direita!
- Obrigada! - Respondi irritada como ela e fui até o meu quarto
- Espere! - Eu me virei e ela estava empurrando umas duas caixas e minha mochila em cima de uma delas - Isso é seu, leve para o seu quarto, e depois de arrumar, pense no que fez!
Eu levei tudo para o meu quarto, era bem grande, eu poderia botar tudo onde quisesse, e acho que finalmente decoraria o meu quarto do meu jeito, a cama era de casal e tinha uma janela bem grande lá também, o apartamento era bem claro... Comecei a arrumar o meu quarto, depois de instalar a TV, meu computador, meus video-games e deixar tudo como eu queria, deitei na cama e fui dormir, tudo o que eu queria era tirar um senhor cochilo! Acordei de manhã cedo morrendo de fome, saí do quarto, minha mãe estava acordando o meu irmão caçula, Blane e o Clyde, eu fui até a cozinha preparar um sanduíche de
manteiga de amendoim com geleia para ir à droga da nova escola, comi uns dois daquele e depois terminei de me arrumar, uma blusa rosa com aquele sinal que tem em placas perto de coisas radioativas, um casaco preto com detalhes dourados, um cinto preto com tachinhas pontudas de metal e uma saia jeans acompanhada de uma meia-calça xadrez roxa e lilás. Me direcionei ao ônibus da escola juntamente com os bobocas dos meus irmãos, olhava para todos os lados e tudo o que via eram rostos estranhos... Uma menina vestida de rosa me encarava com desprezo e indignação. Sentindo-me um lixo, resolvi me sentar no último banco, as garotas que lá estavam sentadas se afastaram ou levantaram, eu fiquei lá, me sentindo isolada, cheguei à escola, era um prédio grande com uma torre alta, parecia ser muito antigo, um portão de madeira, um muro alto e muita gente, odeio aglomerações, sempre me dão raiva. Entrei pelo portão, passando pelo segurança que, na verdade, estava dormindo na sua cadeira e deixando entrar quem quisesse, então, finalmente eu cheguei a uma parte da escola que me aparentou moderna: Uma porta de vidro pela qual eu entrei, passando por todos os armários e procurando o meu, eu vi um monte de meninas me olhando indignadas, não sei com o que, elas me encaravam como se eu fosse um monstro, não tinham armários naquela escola, e eu ficava andando lá com a minha mochila do Yoshi,
procurando a sala de história, quando cheguei sentei na única cadeira em que ainda não tinha uma mochila pendurada, o sinal tocou e eu me sentei, a sala era espaçosa e o quadro negro consideravelmente grande. Uma mulher alta, loira e plastificada, siliconada, entupida de botox nos lábios e bochechas, estava com uma blusa vermelha com o decote solto até quase o umbigo, uma saia branca, justa e uma meia-calça transparente com bolinhas, um batom vermelho com uma sombra verde e rímel, ela parecia a Ysma, daquele filme da Disney, com o imperador Kuzco... Só que ela tinha maquiagem, ela se sentou em frente a sua mesa e começou a lixar as unhas
- Quero todo mundo com o livro aberto na página 133! - Berrou
A sala continuou uma bagunça, mas ela pareceu não ligar, um grupo de vadias de rosa ficava conversando e dando gritinhos, me zoando, puxando meu cabelo, chutando minha cadeira, uns garotos ficava me encarando, me olhando estranho e eu me sentia excluída, eu ESTAVA sendo excluída, abri o meu livro e comecei a ler, tentando ignorá-las, um carinha jogou um aviãozinho na mesa da professora, ela olhou a sala inteira, inclusive a mim, apenas jogou o aviãozinho de papel no chão e começou a ler uma revista, quanto ódio eu tive dela! Uma garota me cutucou por trás, era loirinha, magrinha, baixinha... Era uma hippie, ela estava com uma blusa rosa folgadinha, um brinco de penas, pulseiras de palha e madeira, e um colar com um tipo de totem de madeira também, estava também com um short jeans, óculos escuros de borda rosa e uma botinha marrom
- Não esquenta, eu não sou que nem elas, exibida e narcisista, que é controlada pela mídia e pelo poder capital... Oi, eu sou a Edna
- Sou a Ailie, prazer! - Apertamos as mãos e ela começou a falar sobre a escola dela
- Tá vendo aquele grupo de meninas iguais ali perto da cadeira da frente?
- Sim...
- Elas são as mais populares daqui, são elas que dominam a escola... Por isso eu sou malvista aqui. A Brenda, a melhor amiga, e basicamente líder delas, era uma grande amiga minha na segunda série, até que na quinta, ela virou líder de torcida e eu me apeguei à natureza e comecei a me dedicar à paz e coisas assim, ela não aceitou muito bem o fato de eu ter seguido minha vida sem me abalar com o fato de ela estar me ignorando... Ela começou a fazer amizade com pessoas populares e espalhar mentiras sobre mim
- Odeio gente exibida
- Está vendo aquele garoto de cabelo castanho?
- E comprido?
- É, ele é superpopular também, ele se acha e eu odeio ele!Eu tento ficar em paz e de bem com as pessoas, mas nessa escola não dá
- Percebi, e qual o problema com a professora?
- Todas as funcionárias aqui são displicentes quanto ao trabalho, você está simplesmente numa das piores escolas da escócia
- Já era de se esperar que meus pais me pusessem num colégio assim
- Também não gosta muito dos seus pais né?
- Odeio eles
- Os meus são muito sofisticados e não gostam muito do meu estilo ou de como eu encaro a vida... Por isso eu fugi de casa
- Como assim???
- eu moro num trailer, num bosque aqui perto...
- De que você vive?
- Bem... Eu pinto quadros... Eu ganho uma grana com isso, mas prefiro usá-la para fins ecológicos e também para ajudar os outros, a escola sempre me pareceu muito desimportante...
- Nossa! A sua vida é perfeita!
- Não tenho muito do que reclamar... Tenho TV, computador...
- Legal
- Ah, hoje vão fazer um protesto em prol dos direitos aos animais em frente ao laboratório de cosméticos aqui perto... E vou estar lá, se você quiser...
- Claro que eu vou! Eu amo os animais! A minha mãe nunca me deixa ir à protestos, mas ela não precisa saber dessa vez
Começamos a rir, e passamos toda a aula nos conhecendo e conversando... Chegou a hora do almoço, eu passei com a minha bandeja por várias gororobas nojentas, antes que eu pudesse perceber, a mulher havia enfiado uma papa feita com algum tipo misterioso de carne...
- Olha, eu sou vegetariana, será que não teria... - Eu não pude terminar a minha frase antes que ela arrancasse o prato da minha bandeja, jogasse para trás e metesse outro goró, dessa vez esverdeado, no lugar onde eu comia - Obrigada - Falei grosseiramente, revoltada com aquele colégio, a Edna notou a minha raiva e segurou o meu braço, como se pedisse para eu relaxar, ou ao menos para me controlar, assim que pegamos nosso almoço fomos para uma mesa e sentamos sozinhas lá
- Não liga não, Ailie, com o tempo você se acostuma...
- Eu não quero me acostumar, queria poder mudar isso
Continuamos conversando e no final da aula fomos ao protesto, eu me senti realizada! Como se estivesse realmente salvando um animal, e sentia que eu queria fazer mais... Quando tive a pior visão daquele dia: Minha família, em meio ao protesto, me encarando com decepção
Eu estava pensando no que a minha melhor amiga, Edna estaria fazendo, não nos veríamos com muita frequência agora que eu iria à Dundee, e lá ficaria até os 18 anos no mínimo. Quieta, entediada, olhando pela janela o caminho passar, eu piscava devagar e impaciente ao mesmo tempo. Finalmente caí no sono, apesar da bagagem na mala, que ficava batendo no meu banco
- Ailie... Acorda, filha... Chegamos à nossa casa! - Era o meu pai, abri os olhos, haviam tirado meus fones e eu estava num sofá, no meio de um apartamento com uma janela enorme que dava vista para a cidade e umas montanhas bem longe, do outro lado tinha outra janela enorme, era possível ver o mar
- Ei, sua preguiçosa! Venha ajudar a gente a desempacotar as coisas ou eu quebro a sua cara! - Berrou o Clyde
| O Clyde fica fazendo desenho de si mesmo em anime, e pra mim, esses bonecos são todos a mesma coisa! |
- Ah, pode vir, piranha! - Eu pulei em cima dele e começamos a brigar, ele ficou puxando o meu cabelo até que eu o desacordei batendo a cabeça dele no chão com a maior força que podia, fiquei com medo de tê-lo matado, mas pus o ouvido no peito dele, estava vivo. Eu me levantei e anunciei enquanto todos me olhavam feio
- Tá tudo bem, gente! Tudo bem! Ele tá vivo
- Ailie! Você está muito encrencada, mocinha!! - Berrou minha mãe - Já para o quarto!! - EU, indignada, virei de costas e fui para o quarto, até que uma pergunta me veio à cabeça
- Onde é o meu quarto?
- Siga no corredor, é a segunda à direita!
- Obrigada! - Respondi irritada como ela e fui até o meu quarto
- Espere! - Eu me virei e ela estava empurrando umas duas caixas e minha mochila em cima de uma delas - Isso é seu, leve para o seu quarto, e depois de arrumar, pense no que fez!
Eu levei tudo para o meu quarto, era bem grande, eu poderia botar tudo onde quisesse, e acho que finalmente decoraria o meu quarto do meu jeito, a cama era de casal e tinha uma janela bem grande lá também, o apartamento era bem claro... Comecei a arrumar o meu quarto, depois de instalar a TV, meu computador, meus video-games e deixar tudo como eu queria, deitei na cama e fui dormir, tudo o que eu queria era tirar um senhor cochilo! Acordei de manhã cedo morrendo de fome, saí do quarto, minha mãe estava acordando o meu irmão caçula, Blane e o Clyde, eu fui até a cozinha preparar um sanduíche de
| Nham! |
| Amo o Yoshi |
- Quero todo mundo com o livro aberto na página 133! - Berrou
A sala continuou uma bagunça, mas ela pareceu não ligar, um grupo de vadias de rosa ficava conversando e dando gritinhos, me zoando, puxando meu cabelo, chutando minha cadeira, uns garotos ficava me encarando, me olhando estranho e eu me sentia excluída, eu ESTAVA sendo excluída, abri o meu livro e comecei a ler, tentando ignorá-las, um carinha jogou um aviãozinho na mesa da professora, ela olhou a sala inteira, inclusive a mim, apenas jogou o aviãozinho de papel no chão e começou a ler uma revista, quanto ódio eu tive dela! Uma garota me cutucou por trás, era loirinha, magrinha, baixinha... Era uma hippie, ela estava com uma blusa rosa folgadinha, um brinco de penas, pulseiras de palha e madeira, e um colar com um tipo de totem de madeira também, estava também com um short jeans, óculos escuros de borda rosa e uma botinha marrom
| Edna |
- Sou a Ailie, prazer! - Apertamos as mãos e ela começou a falar sobre a escola dela
- Tá vendo aquele grupo de meninas iguais ali perto da cadeira da frente?
- Sim...
- Elas são as mais populares daqui, são elas que dominam a escola... Por isso eu sou malvista aqui. A Brenda, a melhor amiga, e basicamente líder delas, era uma grande amiga minha na segunda série, até que na quinta, ela virou líder de torcida e eu me apeguei à natureza e comecei a me dedicar à paz e coisas assim, ela não aceitou muito bem o fato de eu ter seguido minha vida sem me abalar com o fato de ela estar me ignorando... Ela começou a fazer amizade com pessoas populares e espalhar mentiras sobre mim
- Odeio gente exibida
- Está vendo aquele garoto de cabelo castanho?
| Brenda |
- É, ele é superpopular também, ele se acha e eu odeio ele!Eu tento ficar em paz e de bem com as pessoas, mas nessa escola não dá
- Percebi, e qual o problema com a professora?
- Todas as funcionárias aqui são displicentes quanto ao trabalho, você está simplesmente numa das piores escolas da escócia
- Já era de se esperar que meus pais me pusessem num colégio assim
- Também não gosta muito dos seus pais né?
- Odeio eles
- Os meus são muito sofisticados e não gostam muito do meu estilo ou de como eu encaro a vida... Por isso eu fugi de casa
- Como assim???
- eu moro num trailer, num bosque aqui perto...
- De que você vive?
- Bem... Eu pinto quadros... Eu ganho uma grana com isso, mas prefiro usá-la para fins ecológicos e também para ajudar os outros, a escola sempre me pareceu muito desimportante...
- Nossa! A sua vida é perfeita!
- Não tenho muito do que reclamar... Tenho TV, computador...
- Legal
| Um dos quadros da Edna |
- Claro que eu vou! Eu amo os animais! A minha mãe nunca me deixa ir à protestos, mas ela não precisa saber dessa vez
Começamos a rir, e passamos toda a aula nos conhecendo e conversando... Chegou a hora do almoço, eu passei com a minha bandeja por várias gororobas nojentas, antes que eu pudesse perceber, a mulher havia enfiado uma papa feita com algum tipo misterioso de carne...
- Olha, eu sou vegetariana, será que não teria... - Eu não pude terminar a minha frase antes que ela arrancasse o prato da minha bandeja, jogasse para trás e metesse outro goró, dessa vez esverdeado, no lugar onde eu comia - Obrigada - Falei grosseiramente, revoltada com aquele colégio, a Edna notou a minha raiva e segurou o meu braço, como se pedisse para eu relaxar, ou ao menos para me controlar, assim que pegamos nosso almoço fomos para uma mesa e sentamos sozinhas lá
- Não liga não, Ailie, com o tempo você se acostuma...
| No the sims 3 você não entra em encrenca ao protestar... ELES MENTIRAM PRA MIM D': |
Continuamos conversando e no final da aula fomos ao protesto, eu me senti realizada! Como se estivesse realmente salvando um animal, e sentia que eu queria fazer mais... Quando tive a pior visão daquele dia: Minha família, em meio ao protesto, me encarando com decepção
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