19/08/2011

Rebellion, complexada

Eu

   Era uma vez uma linda menininha escocesa de treze anos, seu nome era Ailie, ela tinha um ótimo relacionamento com sua família e era a menina mais popular da escola, era aceita pelos coleguinhas e superpopular. Você acha que a partir daí, essa história só fica melhor né? ACHOU ERRADO!!
Poof
   Pois saiba que a linda menininha sou eu, Ailie, sinto lhe informar que não sou linda e nem tenho um bom relacionamento com minha família, na verdade, odeio todos eles, desde a minha irmã, Bonnie, até o meu irmão Blane e os meus pais, Derek e Ena, e sou aceita pelos meus amigos, nunca fui popular, mas também nunca fui excluída. Só que agora, estava prestes a mudar de escola, e pior: Mudar de cidade, saindo de  Glasgow para Dundee. Todos amontoados no carro, a Bonnie estava em sua cadeirinha dormindo como uma pedra, o vestidinho rosa, a chupeta pendurada no pescoço, ao seu lado, estava o Blane e o Clyde na janela, eu estava do outro lado, na janela, escutando música com o Poof, nosso bull terrier, deitado no meu pé.
   Eu estava pensando no que a minha melhor amiga, Edna estaria fazendo, não nos veríamos com muita frequência agora que eu iria à Dundee, e lá ficaria até os 18 anos no mínimo. Quieta, entediada, olhando pela janela o caminho passar, eu piscava devagar e impaciente ao mesmo tempo. Finalmente caí no sono, apesar da bagagem na mala, que ficava batendo no meu banco
   - Ailie... Acorda, filha... Chegamos à nossa casa! - Era o meu pai, abri os olhos, haviam tirado meus fones e eu estava num sofá, no meio de um apartamento com uma janela enorme que dava vista para a cidade e umas montanhas bem longe, do outro lado tinha outra janela enorme, era possível ver o mar
   - Ei, sua preguiçosa! Venha ajudar a gente a desempacotar as coisas ou eu quebro a sua cara! - Berrou o Clyde
O Clyde fica fazendo desenho de si mesmo
em anime, e pra mim, esses bonecos são
todos a mesma coisa!
   - Ah, meu querido, espere aí, que EU vou quebrar a SUA cara
   - Ah, pode vir, piranha! - Eu pulei em cima dele e começamos a brigar, ele ficou puxando o meu cabelo até que eu o desacordei batendo a cabeça dele no chão com a maior força que podia, fiquei com medo de tê-lo matado, mas pus o ouvido no peito dele, estava vivo. Eu me levantei e anunciei enquanto todos me olhavam feio
   - Tá tudo bem, gente! Tudo bem! Ele tá vivo
   - Ailie! Você está muito encrencada, mocinha!! - Berrou minha mãe - Já para o quarto!! - EU, indignada, virei de costas e fui para o quarto, até que uma pergunta me veio à cabeça
   - Onde é o meu quarto?
   - Siga no corredor, é a segunda à direita!
   - Obrigada! - Respondi irritada como ela e fui até o meu quarto
   - Espere! - Eu me virei e ela estava empurrando umas duas caixas e minha mochila em cima de uma delas - Isso é seu, leve para o seu quarto, e depois de arrumar, pense no que fez!
   Eu levei tudo para o meu quarto, era bem grande, eu poderia botar tudo onde quisesse, e acho que finalmente decoraria o meu quarto do meu jeito, a cama era de casal e tinha uma janela bem grande lá também, o apartamento era bem claro... Comecei a arrumar o meu quarto, depois de instalar a TV, meu computador, meus video-games e deixar tudo como eu queria, deitei na cama e fui dormir, tudo o que eu queria era tirar um senhor cochilo! Acordei de manhã cedo morrendo de fome, saí do quarto, minha mãe estava acordando o meu irmão caçula, Blane e o Clyde, eu fui até a cozinha preparar um sanduíche de 
Nham!
manteiga de amendoim com geleia para ir à droga da nova escola, comi uns dois daquele e depois terminei de me arrumar, uma blusa rosa com aquele sinal que tem em placas perto de coisas radioativas, um casaco preto com detalhes dourados, um cinto preto com tachinhas pontudas de metal e uma saia jeans acompanhada de uma meia-calça xadrez roxa e lilás. Me direcionei ao ônibus da escola juntamente com os bobocas dos meus irmãos, olhava para todos os lados e tudo o que via eram rostos estranhos... Uma menina vestida de rosa me encarava com desprezo e indignação. Sentindo-me um lixo, resolvi me sentar no último banco, as garotas que lá estavam sentadas se afastaram ou levantaram, eu fiquei lá, me sentindo isolada, cheguei à escola, era um prédio grande com uma torre alta, parecia ser muito antigo, um portão de madeira, um muro alto e muita gente, odeio aglomerações, sempre me dão raiva. Entrei pelo portão, passando pelo segurança que, na verdade, estava dormindo na sua cadeira e deixando entrar quem quisesse, então, finalmente eu cheguei a uma parte da escola que me aparentou moderna: Uma porta de vidro pela qual eu entrei, passando por todos os armários e procurando o meu, eu vi um monte de meninas me olhando indignadas, não sei com o que, elas me encaravam como se eu fosse um monstro, não tinham armários naquela escola, e eu ficava andando lá com a minha mochila do Yoshi, 
Amo o Yoshi
procurando a sala de história, quando cheguei sentei na única cadeira em que ainda não tinha uma mochila pendurada, o sinal tocou e eu me sentei, a sala era espaçosa e o quadro negro consideravelmente grande. Uma mulher alta, loira e plastificada, siliconada, entupida de botox nos lábios e bochechas, estava com uma blusa vermelha com o decote solto até quase o umbigo, uma saia branca, justa e uma meia-calça transparente com bolinhas, um batom vermelho com uma sombra verde e rímel, ela parecia a Ysma, daquele filme da Disney, com o imperador Kuzco... Só que ela tinha maquiagem, ela se sentou em frente a sua mesa e começou a lixar as unhas
   - Quero todo mundo com o livro aberto na página 133! - Berrou
   A sala continuou uma bagunça, mas ela pareceu não ligar, um grupo de vadias de rosa ficava conversando e dando gritinhos, me zoando, puxando meu cabelo, chutando minha cadeira, uns garotos ficava me encarando, me olhando estranho e eu me sentia excluída, eu ESTAVA sendo excluída, abri o meu livro e comecei a ler, tentando ignorá-las, um carinha jogou um aviãozinho na mesa da professora, ela olhou a sala inteira, inclusive a mim, apenas jogou o aviãozinho de papel no chão e começou a ler uma revista, quanto ódio eu tive dela! Uma garota me cutucou por trás, era loirinha, magrinha, baixinha... Era uma hippie, ela estava com uma blusa rosa folgadinha, um brinco de penas, pulseiras de palha e madeira, e um colar com um tipo de totem de madeira também, estava também com um short jeans, óculos escuros de borda rosa e uma botinha marrom
Edna
   - Não esquenta, eu não sou que nem elas, exibida e narcisista, que é controlada pela mídia e pelo poder capital... Oi, eu sou a Edna
   - Sou a Ailie, prazer! - Apertamos as mãos e ela começou a falar sobre a escola dela
   - Tá vendo aquele grupo de meninas iguais ali perto da cadeira da frente?
   - Sim...
   - Elas são as mais populares daqui, são elas que dominam a escola... Por isso eu sou malvista aqui. A Brenda, a melhor amiga, e basicamente líder delas, era uma grande amiga minha na segunda série, até que na quinta, ela virou líder de torcida e eu me apeguei à natureza e comecei a me dedicar à paz e coisas assim, ela não aceitou muito bem o fato de eu ter seguido minha vida sem me abalar com o fato de ela estar me ignorando... Ela começou a fazer amizade com pessoas populares e espalhar mentiras sobre mim
   - Odeio gente exibida
   - Está vendo aquele garoto de cabelo castanho?
Brenda
   - E comprido?
   - É, ele é superpopular também, ele se acha e eu odeio ele!Eu tento ficar em paz e de bem com as pessoas, mas nessa escola não dá
   - Percebi, e qual o problema com a professora?
   - Todas as funcionárias aqui são displicentes quanto ao trabalho, você está simplesmente numa das piores escolas da escócia 
   - Já era de se esperar que meus pais me pusessem num colégio assim
   - Também não gosta muito dos seus pais né?
   - Odeio eles
   - Os meus são muito sofisticados e não gostam muito do meu estilo ou de como eu encaro a vida... Por isso eu fugi de casa
   - Como assim???
   - eu moro num trailer, num bosque aqui perto...
   - De que você vive?
   - Bem... Eu pinto quadros... Eu ganho uma grana com isso, mas prefiro usá-la para fins ecológicos e também para ajudar os outros, a escola sempre me pareceu muito desimportante...
   - Nossa! A sua vida é perfeita!
   - Não tenho muito do que reclamar... Tenho TV, computador...
   - Legal
Um dos quadros da Edna
   - Ah, hoje vão fazer um protesto em prol dos direitos aos animais em frente ao laboratório de cosméticos aqui perto... E vou estar lá, se você quiser...
   - Claro que eu vou! Eu amo os animais! A minha mãe nunca me deixa ir à protestos, mas ela não precisa saber dessa vez
   Começamos a rir, e passamos toda a aula nos conhecendo e conversando... Chegou a hora do almoço, eu passei com a minha bandeja por várias gororobas nojentas, antes que eu pudesse perceber, a mulher havia enfiado uma papa feita com algum tipo misterioso de carne...
   - Olha, eu sou vegetariana, será que não teria... - Eu não pude terminar a minha frase antes que ela arrancasse o prato da minha bandeja, jogasse para trás e metesse outro goró, dessa vez esverdeado, no lugar onde eu comia - Obrigada - Falei grosseiramente, revoltada com aquele colégio, a Edna notou a minha raiva e segurou o meu braço, como se pedisse para eu relaxar, ou ao menos para me controlar, assim que pegamos nosso almoço fomos para uma mesa e sentamos sozinhas lá
   - Não liga não, Ailie, com o tempo você se acostuma...
No the sims 3 você não entra em encrenca ao protestar...
ELES MENTIRAM PRA MIM D':
   - Eu não quero me acostumar, queria poder mudar isso
   Continuamos conversando e no final da aula fomos ao protesto, eu me senti realizada! Como se estivesse realmente salvando um animal, e sentia que eu queria fazer mais... Quando tive a pior visão daquele dia: Minha família, em meio ao protesto, me encarando com decepção

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