30/10/2011

O final

   A epidemia estava regredindo, a humanidade quase toda devastada, grande parte da população da terra que mais se pareciam com os humanos eram vampiros, os zumbis estavam morrendo, morrendo de fome pela quase extinção dos humanos, morrendo pela alta quantidade de tolos vampiros que os bebiam apesar de seu sangue contaminado que seria capaz de nos matar, não nos transformaria em um deles, não... Vampiros não podem virar zumbis, já estamos tecnicamente mortos. Mas eu tinha que admitir, também estava difícil para mim sobreviver sem a presença do sangue humano na minha boca, eu só percebi a força desse vício quando fui obrigada a superá-lo, agora tudo o que eu tinha eram animais da floresta próxima à casa em que eu vivia.
Eu
   Eu estava sentada numa das cadeiras da minha casa, lendo o meu livro como de costume, ainda me lembrava como se fosse ontem o dia em que Orgulho e Preconceito foi publicado, aquela época havia sido tão maravilhosamente próspera para a humanidade, e agora estavam quase extintos, tais como os zumbis, à medida que vou envelhecendo percebo o quanto o mundo dá voltas, cada vez mais exageradas, cada vez mais curvas, cada vez mais voltadas aos polos, o mundo está sempre buscando os opostos... O sol ia se aproximando, mas eu não queria parar de ler o meu livro, não no trecho em que eu estava, mais de duzentos anos lendo e relendo Orgulho e Preconceito e nenhum casal jamais me deu ânimo, jamais me deu os mesmos calafrios e emoções descontroladas que Elizabeth e Darcy me davam. Eu estava aliviada por estar lendo, quando o sol começou a bater de leve na minha mão, começou a arder, queimar, eu via a fumaça saindo e ouvia o som de grelha que a minha mão fazia em contato com a luz solar, rapidamente a retirei de onde fazia sol, num reflexo desesperado e tão forte - Quase involuntário - Que deixei o meu livro cair e desmarcar suas páginas
Essas janelas ainda vão me matar
   - Ah, tá de brincadeira!!! - Berrei quando vi o que havia feito, o sol se aproximava um pouco mais, resolvi correr para o meu quarto, onde não haviam janelas. Sentei encostada na parede, segurando a minha mão queimada, ela estava com uma textura seca, quente, doía, eu comecei a assoprar e alisar - Até onde o meu vício irracional por leitura vai me levar em tempos pós-apocalípticos como esses?
   Recolhi minhas pernas e as abracei, tranquilamente sentada no meu quarto, eu esperava a noite enquanto observava... O meu caixão inclinado, encostado na outra parede, um inútil espelho localizado atrás da porta, juntamente com o crânio da minha última vítima, a última pessoa que teve o privilégio de ser bebida por mim, mais à direita, estavam algumas estantes a uma mesa, todas cheias de coisas que tentaram usar para me exterminar, alho, cruzes, garrafas de água benta já gastas e rachadas no fundo, estacas de madeira, mas a única coisa que inúmeras vezes quase me matou de verdade foi a maldita luz do sol, que quase destruíra a minha mão naquele momento. Resolvi então aguardar a noite, quando eu finalmente sairia de casa para comer
Eu sempre durmo de cabelo preso
 alguma coisa e mergulharia a minha mão dolorida nas gélidas águas da lagoa que ficava na floresta em frente à minha casa, enquanto não escurecia, resolvi dormir, encostei no meu caixão aberto, fechei a porta e afundei em sua textura macia. Caí no sono, segundos depois comecei a sentir vontade de me mexer, de correr, gritar, sentir vontade de acordar e beber algum animal, abri os meus olhos e saí rapidamente do caixão, a minha
mão ainda doía, corri para o lago e afundei na água, como era de se esperar ela estava gelada, a mantive ali até que parasse de doer, era um alívio sentir aquilo, ao meu lado, chegou um guaxinim próximo à água para
bebê-la, o agarrei com as mãos e o bebi, depois de alguns segundos seu sangue acabou, mas eu estava saciada, não era tão bom e demorado como beber sangue humano, mas isso garantiria a minha sobrevivência e era o que importava, eu ainda tinha sanidade para perceber que no momento a minha sobrevivência importava mais que a minha abstinência a sangue humano, o que foi comprovado quando dois zumbis invadiram o local e não me viram, apenas continuaram no seu andar letárgico de sempre, mancando, a cada passo mais lentos e mais fáceis de se atacar, a cada passo com mais
Aqui está a abusadinha que entrou na minha
casa!
sangue, mais suculentos... Antes que atacasse algum deles, eu corri para a minha casa, bati a porta com força e ouvi um grito, era um humano, um humano estava na minha casa, eu sentia seu cheiro, sentia minhas pupilas dilatando, um sorriso maligno veio ao meu rosto sem nenhum motivo. Farejei o humano até o meu quarto... Ela me olhou apavorada
   - Que merda está acontecendo aqui?? O que você está fazendo no meu quarto? Na minha casa?? - Perguntei raivosa, só queria matar aquela loirinha esquisita que de alguma maneira, havia adentrado o meu refúgio

24/10/2011

Ódio eterno à minha professora de ciências

   A história foi a seguinte: A minha professora bitch estava dando uma aula sobre sistema reprodutor e menstruação, então eu me lembrei de um caso particular que uma amiga havia me contado e era muito engraçado, eu comecei a rir baixinho, mas não me incomodei porque tinha mais gente rindo. Só que ela virou PRA MIM e deu a louca! Tipo "Natália, eu não estou entendendo por que você está rindo aí, não acredito nisso, Natália, você é mulher, você passa por isso, eu não esperava isso de você!" Falando alto pra sala toda ouvir. Aí todo mundo ficou me chamando de imatura. Eu nem ligo que me chamem de imatura, isso não os tornará maduros, mas eu ligo que essa professora tenha tanta necessidade de expor que ela achou um absurdo uma garota rir daquilo (E nem daquilo era que eu estava rindo, se ela tivesse esperado o final da aula para conversar em particular comigo eu teria explicado a situação). Me incomodou muito a necessidade dela de mostrar que eu estava fazendo o que garotas normalmente não fazem. E mais: Justo naquela aula ela foi reclamar comigo, mas ela sabe que em todas as aulas, não importa o que ela esteja apresentando, ou que professor seja, eu estou sempre me acabando de rir, pergunte a qualquer amigo meu, e aquela bitch sabe que já até comentou comigo! Ela queria era me humilhar mesmo (Pois é putaloka, é guerra que você quer? É guerra que você terá!)

21/10/2011

As sombras da escuridão

Sou o fim da linha
Sou a morte em pessoa
Sorrateira e sozinha
Sempre pareço tão boa

Eu sou as sombras da escuridão
Banida, bem escondida
Eu sou os ventos de um furacão
Estou morta, mas cheia de vida

Fuja daqui
Antes que se altere
Um olhar sob a minha pele

Morta ali
É onde se encontra
Alguém que sei
Que você esteve contra

Sozinha no escuro eu olho a chorar
O meu corpo a se deteriorar

Quero matá-lo a qualquer momento
Pois não lhe guardo mais sentimento

Enchantment - A trapaça

   Dias depois daquele se passaram e eu ligava para a minha mãe e sempre dava um motivo para não voltar para casa... Mas o meu aniversário seria dali a três DIAS, e a maldição não havia sido retirada
Meu celular
   - Ethan, eu não consigo! - Falei enquanto estávamos sentados no pé da árvore
   - O que você não consegue?
   - O meu aniversário vai ser daqui a três dias, eu não vou conseguir cumprir a promessa, não posso aparecer lá assim, eu não sei como as pessoas vão reagir, eu estou completamente fora do normal!
   - Você não tem que parecer bonita para eles.
   - Mas eu também não estou bonita pra mim...
   - Por que?
   - Porque... - Eu percebi então, que só não me achava bonita porque sabia que os outros não iam me achar, virei para trás e me olhei de novo no lago... Eu sorri e disse - Porque eles vão me achar feia
   - Você não tem que se sentir limitada aos padrões deles, sabia? Você está bonita, você está linda assim! Não tem que se limitar a nada que eles determinem, quem são eles para te julgarem?
   - Eu não sei, eles... Eles são importantes - Ele me segurou pelos ombros
   - São apenas pessoas - Aquilo estava me incomodando, eu me controlava, mas logo eu começaria a fazer aquele som de gato estressado... Ele largou o meu braço no momento eu que eu o faria, fiquei aliviada
   - Eu sei, mas eles podem me julgar
   - Só tem uma pessoa que tem direito a te julgar: Você. Você acha que está bonita?
   - É estranho, mas... Acho sim
   - Então pronto, você está - Eu sorri - Sabe o que eu pensei?
   - O que?
Olhei meu reflexo nesse lago
   - Você tem que encontrar uma pessoa que goste de você assim, certo? Você precisa encontrar a sua alma gêmea, né?
   - Bom... É, se eu quero desfazer a maldição, sim
   - Eu vou fazer isso, vamos ficar juntos e todos vão saber na sua festa, mas você tem que aparecer lá - Sempre esteve mais do que óbvio que ele gostava de mim, mas ele dizer aquilo naquela hora foi tão emocionante quanto seria se eu não tivesse idéia do que ele sente por mim
   - Não vou aparecer antes da meia noite, ainda não quero aparecer lá assim...
   - Vamos! Você não precisa disso
   - Preciso sim, por favor, eu só vou aparecer à meia noite, não vou aparecer na frente de todos os meus amigos e parentes com asas no lugar dos braços
   - Tá certo, mas agora tenho que ir, até a festa
   Ele sorriu, se levantou e foi embora.

                                                                  Dia da festa
   Havia chegado, finalmente, o dia que eu tanto esperava: A minha festa de 15 anos, estava escuro e eu estava esperando que a meia-noite chegasse para ir à minha festa
   - Daphnie, Daphnie!! - Berrou a Emily pousando ao meu lado - Na sua festa... Aconteceu de novo! A filha do mago está fingindo ser você, você tem que parar isso antes que morra!!
   - Morrer??
   - Eu esqueci de aisar que se não encontrar a sua alma gêmea até o seu próximo aniversário você morre!
   - NÃO! NÃO POSSO APARECER NA MINHA PRÓPRIA FESTA DE 15 ANOS PARECENDO UM PATO!!! NÃO POSSO, SIMPLESMENTE NÃO POSSO!!
   - Daphnie, você deve! Tem que mostrar para ele que aquela não é você!
   - Vou ligar para ele - Peguei meu celular, mas ela pôs a mão em cima da minha para me impedir
   - Não, ele está sob o encantamento dela! Não vai te ouvir!
   - Então eu... Eu... Ah! Não sei!! Como eu faço para chegar lá a tempo??
O salão da minha festa
   - Vamos voar
   - Eu não sei voar!
   - Você tem asas no lugar dos braços!
   - Quer dizer que esse tempo todo eu podia voar e você não me contou??
   - Não há tempo, bata as asas!
   Eu peguei a arma do Ethan, que ele tinha deixado comigo, comecei a bater as asas e logo estava no alto, podia ver perfeitamente a cidade, fui em direção ao local onde seria a minha festa, estava acontecendo, fui mais rápido ainda em direção àquele lugar, abaixei um pouco e passei pela porta, pousei no topo da escada da entrada, todos me encararam, a garota estava na minha forma humana, eram 23:57
   - Ela não é a Daphnie - Berrei apontando a arma para ela - Eu sou!!! Ethan sou eu, a Daphnie! Ainda não é meia noite, ainda dá tempo, ela não sou eu, Ethan! ELA NÃO SOU EU!!
   - Daphne - Ele se afastou calmamente da menina - Eu sei que ela não é você, e jamais ficaria com ela - Eu sorri, abaixando a arma
A filhinha do mago
   - Afinal - A imagem do Ethan havia se transformado num idoso com roupas longas e uma capa escura acompanhados de uma bengala - Ela é minha filha - Sua voz havia mudado, o seu jeito havia mudado, meu coração se partia em mil pedaços, em seguida o colar fez o mesmo, uma vontade de chorar maior que as roupas do mago me invadiu, mas maior que isso era a necessidade que eu tinha de exterminá-lo antes que causasse qualquer outro estrago, mesmo que eu morresse...
   - Mate-o, Daphnie! Mate-o e a maldição será retirada - Disse a Emily do meu lado
   Eu apontei a arma para ele e atirei, mas ele desviou e abala acertou sua filha, que logo se transformou na menininha loira e pequena de olhos azuis que eu havia visto antes
   - PAPAI!! - Ela berrou se acabando de chorar - NÃO ME DEIXE MORRER, PAPAI!!
   - Cale essa boca inútil, Safira!! - Ele apontou a mão para ela e lhe lançou um raio verde que a atirou na parede e a matou de vez, depois virou para mim e falou - Onze e cinquenta e oito... Como todos sabemos que a senhorita já vai morrer, Daphnie, deixe-me explicar a minha maravilhosa trama: - Nesse momento me perguntei por que todo estavam parados, até que notei que haviam virado pedras e estávamos de volta na floresta, com todas as estátuas... Parecia um cemitério - Eu e minha filha concordamos que tínhamos que nos vingar da Odette de algum jeito pelo maldito noivo dela quase ter me matado! Armamos para garantir que a tonta da Emily visse a gente e te trouxesse aqui... Que tolas vocês!! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA. Aqui está a sua querida tataravó: Ela irá presenciar a sua morte! E CONTINUAR PRESA!!! - Ele riu e abriu entre suas mãos um tipo de bolha que mostrava a minha tataravó Odette presa numa jaula em uma mansão
   - Daphnie? Daphnie?? - Ela gritava, ela tinha uma aparência jovem, mas a sua voz era a de uma idosa, nós nem nos conhecíamos, como ela sabia de mim??
   - Ops! Onze e cinquenta e nove! Tic-tac tic-tac, como eu amo o som do meu reloginho de pulso! - "Mate-o, Daphnie, mate-o e a maldição será retirada..." Eu ainda ouvia a voz dela na minha cabeça, só então percebi que meu colar havia perdido o brilho, normalmente eu não faria isso, não entendi o porquê na hora, mas arranquei-o do pescoço e joguei no mago enquanto ele estava distraído, no momento em que a pedra do colar tocou a pele dele, ela começou a rachar, a expressão de prazer sumiu do rosto dele e tudo o que eu consegui ouvir antes de sua morte foi "Meia-noite". Então chegou a minha vez, comecei a sentir falta de ar, com todos petrificados ao meu redor, eu não entendia o que estava acontecendo! Eu o havia matado!! Mas não dá mais tempo de pensar! Tudo ficou preto.

17/10/2011

Uma sombra no escuro

Ela era grande e chegava aos céus
Mas você tinha medo de altura
Ela costumava ser um incêndio, queimava e iluminava como o próprio sol
Mas você tinha medo da luz

Ela se reduziu a pó
E virou uma sombra
A sua sombra

Você a esqueceu
E ela se esqueceu
Por você
Agora ela não é nada

Você a vê como mais uma sombra na escuridão
Você a vê como um grão de areia no deserto
Uma gota no oceano
Uma brisa em um furacão

Não acredito que você a transformou
Numa sombra no escuro
Porque você tem medo de voar
Ela costumava alcançar os céus

Mas você tem medo de altura...

15/10/2011

Enchantment - O desejo

   Eu estava com os olhos fechados só esperando que a bala me acertasse e perfurasse meu crânio... E nada, abri devagar os olhos para descobrir que ele não havia carregado a arma e o som que eu havia escutado foi da arma sendo derrubada no chão
Eu parecia um demônio!
   - Nossa! - Ele falou se aproximando de mim - Eu percebi que você era envolvida com a natureza, mas... - Ele levantou um dos meus braços, que agora eram basicamente asas, isso me assustou, eu o puxei de volta rapidamente e fiz aquele som que os gatos fazem quando tem raiva de alguém ou quando tomam um susto, não sei por que eu havia feito aquilo, achei que tinha me transformado em um pássaro! Mas percebi que tinha um lado felino em tudo isso, a Emily me olhava quase sem expressão no rosto, apenas como se estivesse assistindo a televisão - Não achei que fosse tanto assim - Ele me parecia assustado
   - Eu não sou sempre assim... - Falei - Isso... Isso foi uma garotinha, ela jogou fumaça preta em mim, mas o pássaro roxo que você não podia matar se jogou na minha frente e... - Eu estava falando muito rápido e ele tampou a minha boca
   - Do que você está falando? Que pássaro foi esse? - Nossa! Havia esquecido que só eu podia ver a Emily
   - Nada, digamos que isso aqui foi um feitiço terrível
   - Bom, você com essa aparência fica fácil acreditar - Me senti extremamente insultada
   - Eu sei que eu estou feia, você não precisa ficar esfregando na minha cara! Acha que eu gosto de estar com essa aparência? - Eu ia sair andando para mais dentro da floresta, indignada, comecei a bater os meus pés no chão, na direção oposta à dele
Eu ia tentar ir para algum lugar na floresta
onde eu não precisasse nunca mais ver a cara
dele!!
   - Espera! - Ele agarrou o meu braço, eu o puxei e novo e mais uma vez fiz aquele som de gato estressado, eu realmente me sentia incomodada se alguém tocasse o meu braço, mas o fiquei encarando depois que puxei a minha asa de volta - Eu não disse que você está feia. É estranho, mas você não está feia assim... - A Emily se aproximou de nós com um olhar de esperança, as cores do seu vestido e dos seus olhos ficaram mais vibrantes - Você está...
   - Eu sei que não estou bonita assim, se for fazer alguma piada de mal gosto, espero que tenha encomendado um belo caixão, porque...
   - Quem disse que você não está linda assim?
   - Eu disse 'bonita' - Eu ri baixinho - E acho que não estou
   - Mas está. Está mais que bonita!
   - Eu pareço um pato! - Zoei
   - Um lindo pato - Eu comecei a rir incontrolavelmente, não entendia porque, mas aquela frase me soou extremamente engraçada - Mas você é! É um pato lindo! - Isso me fez rir mais incontrolavelmente ainda
   - Eu queria que a Emily me ajudasse
   - Quem é Emily?
Minha sacola
   - Uma garota mágica da floresta, só eu posso ver ela e ela disse que eu tinha que encontrar a minha alma gêmea se quisesse que a maldição se desfizesse - Eu estava começando a considerar o fato de ser ele... Não sei, mas parecia que todos os sinais apontavam para aquele cara que eu nem sabia o nome! - Queria que ela me ajudasse, minha festa de 15 anos vai ser daqui a três semanas e eu não posso aparecer lá... Bem... Desse jeito.
   - Pode sim! Pensa só: Ia ser cômico e extremamente maravilhoso! Como uma festa à fantasia, mas só a aniversariante foi fantasiada
   - Isso é mais cômico para os outro do que para mim, e eu não enxergo maravilha nenhuma nisso!
   - Mas eu enxergo, bem na minha frente. - Eu não pude evitar de sorrir e olhar tímida para baixo. Depois de um tempo, percebi que a minha sacola estava no chão, eu a havia levado com água, uma maçã e algumas tralhas
   - Quer ir para a festa?
   - Você tem que me prometer que vai estar lá, sendo ave ou não...
   - Eu prometo - Ele sorriu, andei até a minha sacola e vasculhei, eu tinha tudo. Até bonequinho vudu da minha prima, Tiffany! Mas não tinha um convite "Não é possível tem que estar aqui!!" Pensei com raiva... Depois me levantei e fui andando na direção dele - Que pena, os convites acabaram... Eu posso trazer outro amanhã e te entrego, aqui mesmo
Pensei que ele estivesse olhando as minhas
LINDAS UNHAS PERFEITAS, mas aí lembrei
que elas tinham virado garras, valeu garotinha
   - E o que é isso na sua mão? - Ele olhou para a minha mão como se estivesse curioso
   - Ah... É... - Eu olhei para a minha mão e não pude acreditar no que vi: O convite. Olhei para a Emily e ela sorriu pra mim como se estivesse berrando "EI! EU FIZ O CONVITE APARECER POR MÁGICA NA SUA MÃO SEM NEM MESMO AVISAR PARA QUE VOCÊ PAGUE UM MICO GIGANTE E PAREÇA UMA RETARDADA QUE PEGOU O CONVITE DA SUA PRÓPRIA FESTA E NÃO QUIS DAR PARA ELE" - Achei! O convite! Nossa, como eu sou avoada! O convite estava na minha mão o tempo todo - Eu ri e entreguei o convite na mão dele, quando nossas mãos se tocaram o colar mudou de cor, ainda era uma cor irreconhecível, mas agora era completamente diferente, como se a outra fosse um tom de rosa esquisito e esse fosse um tom de azul piscina especial...
   - Nossa, que colar legal! - Ele disse - Agora eu já vou, disse para a minha mãe que ia voltar antes das quatro...
   - Tudo bem, tchau - Ele saiu correndo e esqueceu sua arma no chão, eu a peguei e iria gritar o nome dele, mas eu nem ao menos sabia... Então fiquei lá, extremamente confusa, e com uma arma na mão... Virei para a Emily e perguntei - O que é isso? Por que o meu colar ficou azul quando nos tocamos? Por que de repente ele ficou bonzinho comigo? E por que eu acho que estou começando a gostar dele?
A pedra do colar era bem assim...
   - Foi mais fácil do que eu imaginava! A profecia se repete, mas você, querida, vai sobreviver - Ela falou numa voz alegre e animadinha e depois me abraçou
   - Tá, agora você pode responder alguma das minhas perguntas??
   - Vocês são almas gêmeas, por isso o colar clareou quando vocês se tocaram, ele sentiu! Ele ficou bom com você porque apenas a sua alma gêmea é capaz de te ver bonita e perceber o que realmente sente por você enquanto sua aparência é de um híbrido entre cisne e humano. E é por isso que você gosta dele! Porque vocês foram feitos um para o outro! - Eu comecei a ficar feliz, mas não quis demonstrar, vale lembrar que ele foi muito rude comigo fora da floresta, quem garante que ele não estava só zoando? Querendo brincar comigo? Pois dois podiam fazer esse jogo.
   Até chegar a meia-noite, eu resolvi, já que não havia outra alternativa que não fossem me dar rugas prematuras e cabelos brancos aos 15 anos de idade, sentar no pé da árvore e relaxar, fazer o que eu fazia de melhor: Curtir o ar fresco. Mais tarde ligaria para a minha mãe, dizendo que vou dormir na casa de uma amiga
                                                            Meia noite
   Jurava que isso seria normal, eu voltaria a minha forma humana, exatamente como estava antes, mas ao invés disso, apareci com um vestido, parecia ser aqueles vestidos que se usava na época medieval, só que preto, completamente preto, e um guarda-chuva igualmente preto. O que havia acontecido, eu não sei... Eu havia gostado do vestido, era bonito, mas que diabos eu estava fazendo com ele?
   - Emily!! - Eu gritei, ela pousou na minha frente em sua forma de pássaro e depois se transformou na Emily humana de novo - Que vestido é esse? Para que ele serve?
   - Este é o vestido da maldição...  Enquanto você usar ele, a filha do mago vai saber que você ainda está sob a maldição, sob seu controle!
   - Sei... E o que eu faço agora? Eu também não posso aparecer em público com esse vestido...
   - DAPHNIE! - O cara berrou de longe, mas que droga ele estava fazendo ali? Eram meia noite, e como ele sabia o meu nome?? O meu colar começou a brilhar mais... À medida que ele se aproximava o colar ficava mais vibrante e era quase inevitável olhar para ele, mas eu consegui evitar, colocando-o por dentro do vestido... E ele continuou brilhando por trás do tecido preto, ele chegou perto de mim, com um olhar de surpresa
   - O que você está fazendo aqui? São... - Peguei o braço dele e olhei para o relógio, o colar começou a ficar mais brilhante ainda - São meia noite e dois!
   - Você voltou ao normal!! - Ele falou num tom alegre, mas depois olhou pra a minha roupa e o guarda-chuva e disse - É... Quase.
Relógio legal o dele
   - É, eu sei, é o vestido da maldição, mas você não me disse por que está aqui à essa hora!
   - Eu não sei não... Eu... Queria vir e... Conversar... Conversar com você - Eu não pude evitar uma risada baixinha, mas depois perguntei
   - Espera aí... Eu não te disse meu nome, como você sabe?
   - Estava no convite
   - Ah... Claro, o convite... Tinha esquecido disso - Fingi uma risada
   - Mas eu não te disse o meu nome, é Ethan
   - Bem... E sobre o que quer conversar? - Ele tirou o ipod do bolso e perguntou
   - Quer dançar?
   - Desculpa, eu adoraria, mas não sei e nem gosto de dançar - Eu ri um pouquinho
   - Eu também não, a minha irmã disse que era romântico - Eu comecei a rir mais
   - E é.
   De repente, o silêncio tomou conta do local, nós ficamos sorrindo e nos olhando nos olhos, o colar ficou extremamente brilhante no momento em que ele começou se aproximar mais de mim

11/10/2011

Enchantment - Transformacao

Poucos segundos depois, a fumaça parou de me sufocar, abri os olhos e vi que o pássaro roxo que eu havia visto há tão pouco tempo havia se atirado na minha frente, ele recebia toda a fumaça preta acinzentada, mas parecia não haver nenhum efeito sobre ele, era como se fosse completamente imune! A garotinha se afastou, seus olhos haviam ficado vermelhos, me encarando, sua pele havia ficado acinzentada, a fumaça parou de sair, ela soltou um rugido e depois desapareceu. Eu estava estranhando muito tudo aquilo, mas depois do que havia acabado de acontecer eu estava completamente crédula diante da historia da garota maluca, e por falar nisso... Onde estaria ela? Bem na minha frente. O pássaro se virou ao mesmo tempo em que retornava a sua forma humana
                — Agora acredita na minha historia?
                — Acredito. O que ela pretendia fazer com aquilo que jogou em mim
                — Um pouco mais do que o que já fez.
                — Do que você esta falando??
                — Olhe para si mesma
                Aproximei-me de um lago que havia ali perto, eu estava horrível! Meus olhos completamente vermelhos e com apenas a pupila aparecendo, e era negra como o meu gato, o Mr. Bad-Luck. Estiquei o meu braço, olhei as minhas pernas... Era como se eu estivesse usando um vestido curto de penas e gola alta, com mangas que viravam luvas até as minhas unhas, que curiosamente estavam pontiagudas e firmes, abaixo do meu braço haviam mais penas ligadas ate a minha coxa, o lugar onde o suposto “Vestido” Acabaria. Minhas pernas continuavam humanas... Exceto pela pele que podia ser comparada a pele das pernas de uma águia-careca
                — EU VIREI UM PATO!! – Berrei desesperada – MEU DEUS, COMO EU VOU VOLTAR PARA CASA AGORA? EU VOU MORRER E APODRECER NESSA FLORESTA E...
Esperar ate a meia noite? Ela falava como se
eu fosse conseguir isso!!
                — CALMA!! – A maluca agarrou os meus braços – Tenha calma! Nós temos o tempo que for necessário para achar a sua alma gêmea, e a meia-noite você volta ao normal! É assim todo dia! Você vai voltar meia noite, mas apenas até o sol nascer de novo, apenas na madrugada você terá a sua forma humana, tudo bem?
                — Espere um misero segundo... Eu encontrei dois defeitos na sua teoria: Primeiro: Como você espera que eu ache uma alma gêmea com essa aparência? Parece até que minha mãe fez coisas erradas com um cisne para me ter! E segundo: Se eu volto a minha forma humana durante a madrugada... Não, calma aí! Como espera que eu encontre minha alma gêmea de madrugada, não, calma... A minha festa! Temos três semanas! A minha festa tem que ser perfeita e se eu aparecer lá assim eu vou parecer um...
                — Um... – Ela falou como se dissesse “Ei, qual o problema de você chegar na sua própria festa de 15 anos parecendo uma ave silvestre sendo que passou três horas inteiras no shopping escolhendo a sua roupa?”
Experimentei esse vestido umas 70 vezes antes
de decidir se era mesmo o que eu queria -.-'
                — Um cisne! Não é muito legal chegar à festa e assustar os amiguinhos, sabia??
                — Não vejo problemas nessa aparência, para mim, você está linda!
                — Claro! Para você é bonito, o que você é? Algum tipo de espírito mágico da floresta encantada?? – Eu estava começando a ser irônica e sarcástica
                — Olha... É, é bem por aí mesmo... Só que eu não estou numa floresta encantada, porque elas não existem
                — E o que eu faço agora?
                — Use isso – Ela colocou um colar no meu pescoço, era muito lindo, não porque a pedra era pesada, verdadeira e valiosa, é porque eu já conhecia todas as cores do mundo de tanto escolher para a minha festa naquela palhetinha de cores do Jeffrey, mas não reconheci aquela, ele não tinha uma cor especifica, era uma cor... Apenas dele, como se ele também fosse a própria cor... – O meu nome é Emily, você não poderá voltar a cidade, tem que ficar aqui!
                — Eu sei! Não vou aparecer lá fora assim! – Eu estava irritada. Me joguei sentada na terra de lá e fiquei abraçando meus joelhos contra o peito e pensando “Otimo, agora eu preciso, mais que nunca, achar uma alma gêmea, agora como eu não sei!”
                — Daphne, fique calma, certo?
                — Otimo, você sabe meu nome também! Por que não estou surpresa?
                — Conseguimos da ultima vez e dessa vez eu não vou deixá-la morrer
                Ouvi um som de tiro “Meu deus!” Pensei “É aquele...” Eu estava desesperada demais para pensar em um xingamento bom o suficiente para por na minha cabeça então usei a palavra “Chato!” “Ai não! Ele vai querer me caçar agora que eu sou uma ave!” Virei de costas apavorada, agora ele tinha a arma e ele iria atirar em mim, legalmente, não só ele, todos estavam com suas armas apontadas para mim, até o momento em que eu me virei e os vi ali, parados e apavorados, grande parte deles saiu correndo, os outros foram saindo devagar e ninguém atirou em mim! Mas o loiro ficou e ele não estava apontando a arma para mim, mas eu entrei em desespero, ele me mataria ali mesmo! Eu não estava com bom pressentimento, e não era só um sentimento ruim, eu poderia jurar que ele ia sacar a arma e atirar na minha cabeça! Até a Emily se mostrou apavorada, e isso não era bom, ela sabia que ele me mataria, mesmo depois de ter feito a promessa, a diferença é que ela não poderia se jogar na minha frente, a bala apenas atravessaria ela e depois me acertaria, os olhos dele pareciam ferver de ódio contra mim, ele posicionou a arma, eu fechei os olhos para não vê-lo atirando em mim

10/10/2011

O casal mais fofo do mundo:


   Tipo, o carinha da foto é amigo de Mary (pra quem não a conhece, ela é uma das minhas melhores amigas) e esses dois SAO A COISA MAIS FOFA! É serio! Eles são fofinhos *0*
   LOL, gente eu fico estranhamente alegre assim mesmo quando eu vejo um casal fofo que tira foto junto um com o outro, quem me conhece sabe o porquê (hihihi), mas eu não vou por aqui, no blog porque o meu pai acessa e isso é coisa minha e das minhas amigas, não sua, pai :). Mas enfim: Eu só queria que os meus queridos e poucos leitores vissem como esse casal é cutie! HAUSHUAHSUAHSUAH

09/10/2011

Enchantment

Minha festa de 15 anos seria dali a três semanas, eu estava muito ansiosa, havíamos preparado os mínimos detalhes! A festa ia ficar maravilhosa, principalmente porque a minha família tinha muito dinheiro. Eu estava na minha casa de campo, porque o cara que estava ajudando a minha mãe a organizar tudo na festa morava ali perto, se nome era Jeffrey e ele era um pouco escandaloso, bastante esquisito
Nossa casa de campo

— Ai querida! A sua festa vai ficar um arraso de fantabulosidade! - Ele falou dando um pulo e batendo palminhas como uma garotinha mimada
— Fantabulosidade? - Perguntei levantando uma das sobrancelhas
— Sim, amor, significa que vai ficar fabuloso!
— Nossa então não seria fabulosidade?
— Não, amor! A palavra fantabulosidade da um ar tão mais alegra a situação! Até a minha mulher concordou! – É isso o que me assusta, ele é assim, mas estranhamente ele não é gay... Conheço a mulher dele! Caitleen, o nome dela. Então se percebe que realmente devem existir ‘homens fêmea’ no mundo. São homens afeminados, mas que não são homossexuais, o que me deixa chocada às vezes, mas o Jeffrey é legal.
— Ah... Então ta... Se até ela concordou... Não vou questionar. Mas eu preciso tomar um ar, passamos a manhã toda planejando essa festa, eu vou relaxar um pouquinho, andar de bicicleta, eu volto mais tarde, ok?
Minha bicicleta
— Ah, tudo bem, querida! – Falou a minha mãe ainda escrevendo alguma coisa na mesa – Podemos terminar sozinhos. Pode sair, curte a sua tarde, porque já estamos nessa casa há três dias e você não saiu um segundo para tomar um solzinho, então, até as seis!
— Bem... Até as seis! – Eu ia passar só alguns minutos no parque, mas a minha mãe insistiu que eu ficasse mais tempo, o que eu poderia fazer? Dizer não? Ta legal, eu poderia fazer isso... Mas não queria.
Peguei a minha bicicleta, sai pelo portão e fui até o parque, lá era legal, o único lugar em que eu podia ir e que a natureza predominava! Só tinha uma coisa ruim: Caça. Exatamente, naquele lugar não tinham leis contra caça de animais inocentes! Eu não agüentava ouvir os tiros e em seguida os gritos desesperados de agonia de animais sendo cruelmente mortos por mera diversão. Enquanto pensava nisso, vi um grupo de garotos da minha idade, caminhando em direção a floresta que ficava perto de onde eu estava com a bicicleta, com armas, provavelmente de seus avôs, da época em que eles caçavam animais por diversão em qualquer lugar. Como aquilo me irritava! Pedalei rapidamente e parei de lado na frente de todos eles
Eu e meu gato
— O que vocês pensam que estão fazendo??
— Indo caçar, ou estaríamos se você não tivesse cortado o nosso caminho, da licença? – Falou um menino com o cabelo castanho e os olhos verdes, ele usava aparelho também e uma camiseta branca com uma camisa xadrez aberta por cima, acompanhadas de uma calca jeans velha e sapatos acabados
— Escuta, primeiramente, eu gostaria de dizer que isso é a atividade de entretenimento mais sem graça que já foi inventada pelo homem e segundo, mas não menos importante, eu gostaria de dizer que animais inocentes como cisnes, patos, esquilos e outros bichos não merecem ter o maldito fim que vocês estão dando a eles!
— Que graça, nós estamos aqui na presença de uma menina ecologicamente correta – Ele fez uma cara de ai-que-saco e deu a volta na minha bicicleta, direcionando-se a floresta, eu a larguei no chão e corri para frente deles
Eu AMO cisnes e outras aves!
— Escutem vocês não podem fazer isso! Pensem bem! Sabemos que os animais têm sentimentos sim, isso é inegável! Imagine só se...
— Olha aqui, garota – Ele falou agarrando o meu braço – Eu vim aqui pra caçar um pouco, e não para ouvir sermão de uma chata tagarela – Nessa hora eu fiquei com tanta raiva que fiz uma coisa que a minha mãe havia me ensinado quando eu tinha sete anos, sempre achei que seria inútil e que nunca ia precisar disso, mas agora eu havia entendido o valor de um golpe de alguma luta chata que eu não me lembro o nome... Eu já estava tão acostumada com aquilo que nem sei direito como fiz, só sei que estava torcendo o braço dele, segurando para a sua cabeça não bater no chão pelo cabelo e ele quase não conseguia soltar um gemido de tão contorcido que estava
— E então... Vou poder ser ouvida agora? – Ele respondeu alguma coisa como “Aaak” Mas eu resolvi entender como um sim, o larguei no chão e voltei a falar – Gente, é o seguinte, eu sei que a família do animal não vai começar a chorar histericamente e nem montar um enterrozinho para ele com paus e pedras, mas pensem bem, pensem numa mamãe procurando o seu filhotinho desesperadamente! Mas ela NUNCA o encontra!! Porque ele foi morto, por vocês! Ou... Ou imagine um filhotinho de algum animal procurando a sua mamãe, porque precisa de comida, precisa aprender a sobreviver e está procurando a sua mamãe sumida! Ele só não sabe que ela morreu também!
— Os outros animais não caçam também?
Também tinha uma garota no grupo e ela
estava com... Bem, um desses '-'
— Mas eles caçam porque precisam!! Eles caçam para comer!
— Esta dizendo que a gente vai ter que comer o...
— Não, eu não estou dizendo isso! Vocês entenderam o que eu disse! Vocês não podem caçar porque já tem comida em casa!!
— Quer saber? Você não vai fazer a gente não caçar, a gente veio aqui pra isso! Então vamos caçar sim! – Ele, junto com todos os outros meninos, correu na direção da floresta, em poucos segundos, eles se espalharam e desapareceram em meio às arvores
Eu havia desistido completamente, sabia que não os ia convencer a nada, ate que um pássaro passou há alguns metros da minha cabeça, um pássaro estranhamente lindo, era diferente de todos que eu já tinha visto, e eu amo pássaros, sei tudo sobre eles e conheço quase todas as espécies! Mas aquele era diferente de todos que eu já vira em toda a minha existência! Ele fazia o som de uma águia careca, tinha o corpo amarelado, uma longa cauda com penas compridas e roxas, em vários tons... Lilás, violeta e muitos outros... Sua cabeça ainda tinha penas amarelas, mas suas asas tinham penas igualmente longas e roxas, mas apenas na ponta, Os seus olhos vermelhos quase cintilantes pareciam me encarar do alto. Eu, com certeza não poderia deixar que 
Eu realmente AMO pássaros!
matassem aquele pássaro, devia ser uma espécie em extinção! Corri para a floresta, seguindo-o. Por todos os lugares que eu passasse eu via os meninos que estavam caçando! Eles estavam escondidos em moitas, atrás de arvores, mas era como se eu soubesse onde cada um deles estava, como se eu pudesse saber onde eles estavam do mesmo jeito que aquele pássaro podia: Como se eu os tivesse visto do alto, eu acompanhava aquela ave, olhando para ela e para onde ela estava voando e correndo quase que em baixo dela! Finalmente o pássaro pousa num galho de uma arvore ali perto “Ufa” Pensei, mas não era ‘ufa’, aquilo não era um alivio porque enquanto o pássaro repousava sobre aquele galho, o garoto com o qual eu havia me desentendido estava prestes a atirar com sua arma pré-histórica nele
— NÃO!!! Não faça isso!!! – Eu pulei em cima dele
— Vem cá, qual o seu pro... – Ele levantou a cabeça e olhou pra mim – Ah, é você! Agora eu quase entendi o porquê desse ataque de guerra!
Foi essa a floresta
— Olha, por mais que eu seja contra caça, não vou te impedir de caçar, só não atire no pássaro roxo – Eu saí de cima dele e ficamos sentados de frente um para o outro, eu olhei com seriedade nos olhos dele – É, serio... Aquele pode ser um espécime em extinção! Atire em quem você quiser, mas, por favor, deixe aquele pássaro sair livre dessa, só dessa vez, tenha o mínimo de decência! – Ele ficou olhando para a minha cara com um olhar MUITO perdido, parecia até um zumbi, eu estalei os dedos na testa dele umas três ou quatro vezes
— Ah... – Ele finalmente acordou – Eu... É... Ta... T... Ta bom.
— Otimo! – Mas assim que olhei para cima o pássaro havia voltado a voar, eu corri atrás dele que nem uma maluca – Ei! Volta aqui! – Eu não entendia porque eu estava falando com aquela ave, mas depois de correr tanto que nem as minhas pernas agüentavam mais, eu parei, também já havia perdido o pássaro de vista, mas comecei a ouvir uma musica o que era extremamente esquisito naquele lugar... O meio da floresta
Era essa a menina assustadoramente maluca
— Fique longe!! – Berrou uma menina com cabelo castanho e encaracolado, olhos azuis e um vestido branco com algumas faixas lilás claro – Você é filha da Leea! Você é a filha dela!! Fique longe! Se afaste da musica! Se você for enfeitiçada como a sua bisavó eu não vou poder interferir!!
— Como a minha bisavó? Garota a minha bisavó morreu a anos! E do que você está falando? Quer saber? Eu não tenho tempo, tenho que procurar um espécime em extinção.
— Não! A sua bisavó chamava-se Odette!
— Como sabe o nome da minha bisavó?
— Ela tinha 24 anos na época... O Mago Rothbart a enfeitiçou, a transformou num cisne, o feitiço só seria retirado se alguém jurasse amor eterno a ela e um dia... O príncipe se apaixonou por ela. Eles iriam se casar em tão pouco tempo, tão pouco... Mas o mago o enganou, a filha dele se disfarçou, fingiu ser a Odette, mas quando ele percebeu já era muito tarde! A Odette havia se suicidado! Todos conhecem essa historia o que não sabem é que a Odette já estava comprometida com um homem que ela não amava e havia tido 
Ja vi muitas pinturas antigas da minha bisavó
Odette, ela era DIVA
uma filha com ele... Essa infeliz historia poderia ocorrer com uma descendente dela de novo, então eu sobrevôo a área todos os dias para garantir que nenhuma jovem ingênua entre na floresta e acabe sofrendo a vingança da filha do mago, pois ele foi morto pouco depois, mas o que eu esqueci, é que só a descendente da Odette pode me ver, e ela é você! 
— E se eu disser... Que não acredito na sua historia? – A musica continuou tocando, estava tocando “O Lago dos Cisnes” Então já era possível deduzir de onde ela estava tirando aquela historia patética! Eu continuei seguindo a musica...
— Você não pode continuar aqui!! SAIA DESSA FLORESTA SAIA JÁ!!
— Você não manda em mim!! – Ela parou de me seguir, a musica ia ficando mais e mais alta, até que eu olhei por trás de uma arvore. Havia uma menininha loira, com o olhar baixo, cabelo liso e enroladinho nas pontas, ela estava sentada numa velha cadeira de balanço no meio de um monte de destroços de uma casa que provavelmente havia sido queimada, a musica estava vindo de um daqueles tocadores de som antigos, que pareciam que tinham tipo um mega-fone dourado em cima, não sei o nome daquilo, cheguei mais perto, a garotinha desligou a musica
A menininha juntava as maos e começava a
gesticular e explicar cada detalhe de seu ponto
de vista como se fosse uma profissional no
assunto, me assustou
— O lago dos cisnes – Ela disse – Você gosta?
— Bem... É uma bela musica, não?
— Certamente que sim, mas não falo da musica. Da historia de um mago que enfeitiça uma jovem egocêntrica transformando-a em um cisne, e tristemente é morto pelo marido da jovem, que não sabia que estava sendo traído, que não tinha idéia de que aquela louca o estava traindo com um príncipe, um triste final, mas que deixa a desejar, não acha?
— Um pouco... – Quanto mais aquela garotinha falava, mais eu acreditava na historia e mais eu desejava que a maluca do vestido branco estivesse me seguindo...
— Mas e a filha dela? Ela deixa muitos descendentes tolos por aí... Descendentes tolos que entram em florestas que não deviam – Ela se levantou, e me pareceu muito mais ameaçadora do que uma menininha de quatro anos deveria parecer. Ela estendeu a mão e me lançou algum tipo de feitiço... Eu não entendia... Não sabia o que estava acontecendo, tudo havia ficado preto de repente
E tudo o que eu via era uma fumaça cinza...

07/10/2011

Intolerância, Ignorância, Existência


Não quero ser uma garota que está sempre em silencio
Pois desse jeito, jamais poderão ouvir minha voz
Não quero ser mais uma daquelas
Que conseguem se esconder no meio da multidão

Eles não me aceitam, eles não respeitam
Estou olhando para fora agora
Apenas eles acham que é ruim
Estou aprisionada
Presa num castelo que julgava ser dos sonhos
Mas se tornaram pesadelos

Estarei salva aqui fora
Eles não podem me tocar
Estou me sentindo mais feliz que nunca, sozinha

Eram as únicas pessoas de quem eu não esperava que viesse isso
Estou salva aqui fora
Meu mundo é minha perfeição
Aqui estou bem, só eles não entendem

Eu grito, mas não sai som
Eu corro, mas não saio do lugar
Estou presa num castelo dos sonhos
Que se tornaram pesadelos

“Bem-vinda ao inferno” Foi o que ouvi no meu nascimento, eu era nova demais para entender

06/10/2011

War IV

   Nós continuamos andando, mas a cada passo que dávamos a tal aldeia parecia mais e mais longe, em pensar que aquele era apenas o primeiro dia... A noite chegou e tivemos que nos acomodar no chão, a Karey fez uma fogueira.
   - Desculpa implicar tanto com você - Ela falou quando nós estávamos sentadas em volta da fogueira, eu estava afinando o meu violão e ela mexendo no fogo com um graveto - É que na verdade, desde que você começou a fazer sua primeira aula de piano, todos diziam que você tinha um talento natural, que você era perfeita para isso, todos percebiam o quanto você era talentosa quando conseguia tocar quase todas as musicas que conhecia no piano, temas de aberturas de desenhos, grandes obras musicais, trilhas sonoras dos filmes de ação que assistíamos. E isso apenas aos sete anos, então você começou a fazer outros cursos... E me mostrou o quanto era boa. Sinceramente, Bella, eu implico com você porque morro de inveja do seu talento. Porque você é perfeita, é a mais bonita de lá de casa, e provavelmente é a única que vai ter uma chance de fazer sucesso se não for bem na escola. E eu tenho que me matar todos os dias para conseguir uma nota na media no colégio para não decepcionar mamãe e papai
Eu sempre fui muito boa mesmo
   - Eu não sou perfeita. Se eu fosse perfeita, seria como você. Minhas roupas agradariam as outras pessoas, eu não seria tão deslocada da família como disse o papai, eu não estaria repetindo a sexta serie ate ontem. Eu sei la, eu seria... Normal. Mas tem um lado bom, pra mim: Eu não quero ser perfeita porque ninguém alcança a perfeição, então se você sabe que não vai agradar a todos e por mais que você se esforce as pessoas só vão enxergar o seu pior, porque eu deveria tentar tanto?
   - Porque eu cresci aprendendo que tinha que ser boa em tudo, mas eu não sou. Eu sempre tentei ser perfeita e nunca, NUNCA consegui. Eu queria tocar piano quando eu crescesse, sabe... Musica clássica, mas a mamãe e o papai nunca me deixaram entrar num curso, por isso eu implico tanto, você é melhor que eu na única coisa em que eu queria ser perfeita e então eu pensei...
   - Que deveria ser perfeita em todo o resto e esfregar isso na minha cara?
   - É... - Percebi nessa hora que o violão estava afinado, eu comecei a tocar então aquela musica da Selena Gomez "Who Says", eu não escuto muito ela, mas eu escutei uma ou duas vezes essa musica e é o suficiente para saber tocar e cantar. Quando finalmente acabei a musica ela sorriu pra mim e disse - Parceiras?
O meu cabelo estava todo despenteado
e bagunçado 
   - Parceiras - Era assim que fazíamos as pazes (em raras as ocasiões) quando eu tinha dez anos. Fomos dormir e quando acordamos, foi com o sol queimando nossa cara, eu me sentei dentro do meu saco de dormir e comecei a cutucar a Karey - Karey, Karey! Acorda, a gente tem que continuara andando! Não estaremos seguras ate chegarmos a aldeia
   - Que horas são? - Ela perguntou bocejando
   - Eu não sei, ontem foi o fim do mundo, esqueceu??
   - Como esqueceria o dia em que minha mãe e meu pai morreram?
   - Otimo, sua memória não falhou! Agora vamos!!
   Levantamos e arrumamos nossas coisas. Peguei o meu violão e continuamos andando, naquele mesmo ritmo, e por mais que tentássemos, não chegávamos nunca aonde queríamos. Estava quase escurecendo de novo quando chegamos, tinham muitas casas, muitas mesmo, era como se o mundo inteiro tivesse se mudado para lá
   - Quem são vocês? - Perguntou uma mulher com cabelos castanhos, olhos claros, parecia 
Margharett... Ou Ivie, nao sei diferencia-las
amedrontada em ver a gente, o Senhor Giggles Mickey Jackson Terceiro estava no meu bolso - Quem são vocês e o que estão fazendo aqui? Anda, respondam! Vocês vieram nos saquear? - Ela começou a chorar - Voces vieram nos saquear como eles fizeram, por que estão fazendo isso? POR QUE ESTAO NOS MALTRATANDO, POR QUE??
   - Calma!!! A gente não vai te machucar! Eu sou a Isabella e essa é a minha irmã, Karey, nossos pais morreram ontem. Nós precisamos de um lugar pra ficar aqui tem espaço? Ou... Sei lá, vocês conhecem algum lugar em que possamos ficar?
   - Podem ficar aqui - Falou uma garota igual a ela, uma irmã gêmea, ela estava calma e chegou por trás da outra menina - Desculpem a minha irmã, Margharett, eu sou a Ivie. Umas pessoas passaram aqui ha poucas horas e eles nos assaltaram, a Margharett ficou muito apavorada e deveria estar em casa à uma hora dessas. Venham meninas, eu chamo o resto da vizinhança para ajudar vocês a construírem sua casa.
   Elas nos ajudaram a construir nossa casa, foram muito hospitaleiras com a gente. Poucas semanas depois, já estávamos quase completamente adaptadas aquele estilo de vida, a Karey cuidava da horta que havíamos plantado perto de nossa casa e eu cozinhava. As coisas estavam indo muito bem, os dias agora passavam com mais facilidade e parecia que estava tudo bem, eu, minha irmã, e o Senhor Giggles Mickey Jackson Terceiro havíamos criado um enorme vinculo familiar que eu nunca havia sentido na minha vida. Eu estava cozinhando uma sopa, estava quase anoitecendo, quando a Karey entrou com algumas frutas e verduras nas mãos
   - Bella, você pode lavar isso pra mim? - Nessa hora, notei que eles estavam sujos de sangue, e a mão dela estava com um corte enorme
   - Karey, o que foi isso??
   - Ah, eu me cortei um pouco, não foi nada demais - Ela pegou um pouco de algodão, gaze e fez um curativo
   - Ta legal - Era apenas um corte, depois que ela lavou, notei que não estava tão largo assim, precisaríamos de um remédio mais tarde... Eu terminei de fazer a sopa, nos jantamos e o nosso camundongo tomou a sopa em uma xícara que eu enchi para ele
   Logo depois do jantar fomos dormir e o Senhor Giggles Mickey Jackson Terceiro rastejou ate o bolso do meu moletom, era onde ele dormia, eu peguei o meu saco de dormir e deitei. Na manha seguinte, recebemos uma visita de um amigo nosso, o Ethan, ele era baixinho, gordo e tinha o cabelo liso e loiro, ele era ate fofinho e havia vindo nos convidar para um piquenique que ia ter ao meio dia
   - Claro que estaremos lá, e por falar nisso, o seu pai passou nos restos de alguma cidade por esses dias, eu estou precisando de um remedinho para arranhões... - O pai do Ethan saia o tempo inteiro da aldeia para as cidades para poder coletar alimentos, remédios, objetos, e o que quer que fosse para manter aquela gente bem, ele dava tudo de graça e aquela altura o dinheiro não estava valendo nada mesmo.
   - Ele vai passar esse domingo, provavelmente vai voltar com muito remédio, ele sempre volta
   - Nossa, que bom
   Depois disso, eu preparei meu café da manha e depois de comer fiquei tocando um pouco de violão... Sentia saudades da minha bateria, violoncelo, piano, gaita de fole, flauta, violino, guitarra elétrica, do baixo, sentia falta de absolutamente todo o resto, é claro que eu gostava da minha vida, era muito bacana poder viver mais ao ar livre, com mais simplicidade, mas eu sentia tanta falta de tocar meus outros instrumentos que quase entristeci completamente naquele momento, quando percebi que o Senhor Giggles Mickey Jackson Terceiro ainda estava no meu bolso, ele saiu de lá rapidamente e, então eu segurei ele na mão, lembrei de quando mamãe e papai morreram a poucas semanas daquele dia... Um pouco triste... Lembrei do momento em que vi todos os meus instrumentos estraçalhados no chão... Nesse momento senti vontade de chorar, mas consegui conter, porque ha uma coisa que eu simplesmente não agüento fazer: Chorar. É como mostrar pra todo mundo o que me deprime e dar a eles a chance de fazer isso quando quiserem! Chorar nunca esta nos meus planos, mesmo que eu queira. Fiquei o resto da manha quase inteira acariciando o Senhor Giggles Mickey Jackson Terceiro. Estava quase chegando o meio dia, era melhor eu i chamar a Karey para o piquenique
Amo quando tem piquenique
   - Karey - Falei cutucando-a, as noites eram tão frias naquele lugar que a pele dela ficava geladinha, assim como a minha também estava e a do nosso ratinho, ela tinha sono pesado, então não acordou - Karey - Falei mais alto e dessa vez, balançando-a com mais forca... Ela não se mexia, não se mexia mesmo, eu estava começando a ficar preocupada - KAREY LEVANTA AGORA!! - Acertei uma tapa bem forte nas costas dela, ela não acordou, peguei sua mão e removi o curativo, vi que o machucado estava bem mais largo e profundo do que eu deduzira... Eu tinha que encarar os inevitáveis fatos: A Karey estava morta. Pelo modo como eu me preocupei com ela, eu esperava sentir vontade de chorar, mas conseguir contê-lo... Infelizmente não... Não senti vontade de chorar, não senti tristeza, por mais que eu tentasse não conseguia passar da indiferença total... O Senhor Giggles Mickey Jackson Terceiro começou a cheirá-la - A enterramos essa tarde, ou aqui vai ficar com um mau-cheiro horrível - Juro que tentei ficar triste, pensar em todos os momentos maravilhosos que passamos juntas, mas... Não pude deixar de pensar apenas que o meu camundongo era uma gracinha... Não entendia direito... Mas acho que a Karey não era nada demais assim. Apenas uma pessoa, assim como a minha mãe, depois o meu pai...

Fim.

05/10/2011

The Walking Dead - A nova temporada vai começar dia dezoito =D


   Como quem lê o meu blog frequentemente sabe, eu amo zumbis, e muito. Então eu estou muito ansiosa e animada para a nova temporada de the walking dead, eu espero que eles enfatizem mais os zumbis, porque na minha opinião, a quantidade de zumbis nessa serie foi insatisfatória. Eu esperava que fosse algo que me desse medo ou sei la, mas nao me assustou, no máximo me chocou um pouco, mas nao chegou a me animar daquele jeito... Se na nova temporada eles colocarem MAIS zumbis pode ficar mais legal - Na minha opinião, claro =)

01/10/2011

War III

   Comecei a caminhar, acompanhando-os, caminhamos por todo aquele cenário macabro de filme de ficção científica, andamos até as nossas pernas começarem a tremer de dor, a comida havia acabado, paramos encostadas numa espécie de cerca, como uma grade ou sei lá, do outro lado haviam uns caras, um deles estava sentado no teto de uma caminhonete com uma metralhadora em mãos, usava um chapéu de caowboy, tinha cabelos loiros, longos e uma barba cerrada, estava com uma jaqueta e um palito de dente na boca, o segundo estava fumando um cigarro, sentado no capô da caminhonete, tinha cabelo preto, curto e estava com uma camisa preta e calça jeans, tinha cara de asiático e o terceiro e último, tinha cabelo encaracolado e ruivo, era meio gordo, e estava com uma blusa que há muitos anos devia ser branca e um bermudão preto, ele estava sentado na mala da caminhonete comendo uma asinha de frango, notei que o meu pai havia ido falar com eles
   - Olá, vocês têm comida aí? - Eles riram, só então notei que havia uma casa ali próximo, ou quase uma casa, parecia mais uma base militar destroçada
   - Não pra você, cara - Falou o asiático
   - Eu estou a fim de comprar de vocês - Ele retirou uma nota de cem dólares do bolso "Papai, não faça isso! São cem dólares, e o máximo que eles vão te dar é uma maçã ou o resto da asinha de frango do cara"
   - Cara, dinheiro não vale mais absolutamente nada, é papel, não dá pra se proteger com isso! - Falou o gordo, o único que não falava era o cowboy
   - Tá legal, escutem: Logo logo os metais preciosos vão começar a valer muito mais, como era antigamente, vocês sabem de alguma coisa que se aprende na escola ou estavam muito ocupados matando aula para saber como era antigamente?
A menina que mais parecia um tio parecia
gostar de biscoitos... Cheguei a pensar que nos
podíamos atrair ela para uma armadilha mortal
usando apenas cookies como isca, mas desisti
   - Boa, velho - O cowboy disse, mas não era um homem e sim uma mulher, a barba cerrada eram sobras de biscoitos, que ela, em seguida, limpou. Calmamente, saiu do teto da caminhonete e começou a inspecionar meu pai - Fala aí, eu gostei da sua corrente - Era uma corrente de ouro que o vovô havia dado para ele, está nessa família a gerações
   - E o anel? - Ele tirou a aliança - Pode ficar com isso
   - Depende, esse chapeuzinho aí - Ela colocou o cano da metralhadora na aba do chapéu do uniforme de meu pai - Até que cairia bem para proteger um dos meus primos patetas - O gordo acenou - Ele é sensível ao sol e eu não vou dar o meu chapéu pra ele, mas agora ele não para de reclamar que as bochechas dele estão doendo, então entrega aí - O meu pai tirou o anel e depois entregou o chapéu para ela, depois a garota caminhou até a caminhonete e tirou um pacote de cookies e uma garrafinha d'água lá de dentro
   - Não pode me dar um pouco mais de água, eu estou com duas filhas...
Eh... Garrafinhas de água passaram a valer mais
que mansões na praia...
   - Temos cara de donos de loja de conveniência? Isso já é um quarto do que temos, tem sorte de termos lhe dado, agora cai fora daqui, nós dominamos toda essa base abandonada, então dê o fora e não teremos problemas
   - Tudo bem, obrigado. - Ele saiu de perto deles, tirou o sapato e foi caminhando para longe de nós, nos deixando lá, sozinhas. Não entendi o que havia acontecido, esperei o grupo adentrar  a caminhonete e quando o fizeram, foram cochilar lá dentro
   - Vem, vamos seguir o papai! - Falei para a Karey, mas quando olhei para ela ela estava chorando desesperadamente - O que foi?
   - A mamãe foi morta e agora o papai nos deixou aqui para apodrecer!!!
   - Karey, para de gritar!
   - Mas a gente vai morrer!!
   - Se você não calar a boca vamos mesmo! Agora shhh!
As pegadas dele estavam bem nítidas no chao
   Eu caminhei, seguindo asa pegadas dele pelo lado da cerca, minhas pernas doíam, tremiam de dor, mas eu não parei e muito menos deixei a Karey parar, continuei seguindo até uma parte da grade que estava rasgada, as pegadas do papai entravam ali, eu as segui, mas a Karey hesitou a entrar pela grade
   - Bella, é melhor a gente não entrar aí, eles não vão gostar disso e...
   - Escuta aqui, você pode até querer deixar o papai aí pra morrer, mas eu vou lá buscá-lo!!
   Continuei seguindo as pegadas com a Karey atrás de mim, depois de andarmos um pouco, chegamos perto de um compartimento completamente aberto, cheio de comida encaixotada, o nosso pai estava la, roubando a comida deles, cara esperto... Muito esperto. Ou era o que eu pensava, quando um homem armado foi na direção dele
   - Pensei que a patroa tinha dito para você cair fora! - Ele disse, tinha uma voz grossa e parecia violento, o papai esticou seu braço com sua arma e disse
   - você nao quer briga comigo, eu sou policial, sei usar essa belezinha, e mais: - Antes que ele pudesse terminar um disparo foi ouvido e meu pai foi ao chao com sua cabeça ensanguentada, outro havia chegado por tras sem que ele notasse, ele atirou no meu pai, espantando de la um camundongo, que correu e correu, a Karey começou a chorar desesperadamente, como se fosse morrer, eu, estranhamente nao consegui sentir nada, de novo... Acho que eu era ma por natureza... Algo me induzia a sentir indiferença quando presenciasse a morte dos meus familiares e eu odiava isso! Porque todos me achariam fria e seca, dura e maligna... Eu nao gostava nada disso
   - O que estao fazendo aqui? A Lilly nao permitiu sua entrada! Terei de exigir que saiam agora se quiserem sobreviver! - Disse grosseiramente outro homem armado
O senhor Giggles Mickey Jackson Terceiro
no meu colo, ele era muito fofo e dócil :}


   - Ah, me desculpe... - Disse a Karey enxugando as lagrimas dramaticamente do rosto
   - é que nós nos perdemos do nosso... - Vi o ratinho de aproximando e se apoiando no meu tênis, olhava para mim e em seguida, para as redondezas - Camundongo! - Peguei o ratinho antes que ele pudesse reagir - O nome dele é... Senhor... Senhor Giggles Mickey Jackson Terceiro... é. E... Viemos procura-lo porque... Ele veio nessa direcao... Mas ja estamos saindo e nao queremos problema com a sua chefe - Eu sai correndo de costas rezando para que ele nao atirasse em nos, a Karey estava chorando histericamente. Mas tivemos que continuar nossa caminhada, mais a frente estávamos avistando uma fazenda, ou seria uma aldeia... Nao sabíamos, precisávamos chegar la, pedir ajuda e rezar para que fossem boas pessoas e alimentassem a nos duas, ou melhor: A nos tres, porque agora tínhamos os Senhor Giggles Mickey Jackson terceiro, sem nem ao menos termos o segundo, sem nem ao menos termos o primeiro


Continua